A geração das experiências à volta dos estágios

A geração das experiências à volta dos estágios

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Os estágios são uma das soluções para levar alunos do ensino superior para o mercado de trabalho, representando a maior fatia de oferta disponível. E exemplos no turismo não faltam. Há anúncios de quem procura candidatos para preencher funções de receção, guest relations, cozinha e pastelaria, f&b, serviço de mesa ou até de housekeeping. Este é o retrato de 61 empresas do setor turístico que, recentemente, estiveram presentes, recentemente, na Escola Superior de Hotelaria do Estoril (ESHTE) para participarem no Fórum Estágios e Carreiras 2017, destinado a dar a conhecer aos jovens as oportunidades do trade e a cativá-los para entrevistas.

Para aferirem as capacidades dos candidatos, as entidades têm em conta outros critérios que, hoje, regem a seleção. Uma boa atitude, capacidade de comunicação, resiliência e motivação são algumas das soft skills enfatizadas várias vezes pela globalidade das empresas inquiridas, mais ainda que a técnica. O que nos leva a concluir que já não chega ser competente.

Os números apontados pelo diretor de recursos humanos do grupo Hotéis Real onde, anualmente, 30 estagiários integram o grupo, revelam-nos uma outra camada desta realidade. Américo Baptista admite que um em cada 10 dos trabalhadores efetivos começaram como estagiários, apesar da eficácia dos estágios continuar a ser questionável. E o próprio parece ter noção disso, uma vez que não é apologista de um período de estágio superior a três meses, situação comummente praticada por algumas empresas.

A mesma situação é partilhada por Sofia Monteiro, técnica de recursos humanos do grupo Pestana, para quem a possibilidade de ser criado um vínculo de trabalho após o período de estágio tem vindo a tornar-se uma prática cada vez mais recorrente. “Muitas vezes, são as próprias chefias que nos contatam para nos informarem que precisamos de preencher uma função e pedem-nos para apostar num estagiário”, afirma.