Barómetro OMT: Turistas chineses gastaram mais 12% nas suas viagens internacionais

Barómetro OMT: Turistas chineses gastaram mais 12% nas suas viagens internacionais

Os resultados de 2016 relativamente aos gastos dos principais mercados emissores traduzem um aumento da procura do turismo internacional em todo o mundo, revela o mais recente Barómetro OMT do Turismo Mundial. Com este aumento de gasto de 12%, a China continua no topo do turismo emissor internacional, seguida pelos EUA, Alemanha, Reino Unido e França, situando-se entre os cinco países que mais gastam em turismo.

“Os últimos dados sobre os gastos no turismo emissor são muito animadores. Apesar dos muitos desafios dos últimos anos, os resultados dos gastos em viagens ao estrangeiro estão em linha com o crescimento de 4% para os 1.200 milhões de chegadas de turistas internacionais, dados de 2016 que já tinham sido publicados. Continua a haver em todo o mundo muito interesse por viajar e isso beneficia muitos países, o que se traduz num crescimento económico, criação de emprego e oportunidades de desenvolvimento”, afirma Taleb Rifai, secretário geral da OMT.

Em 2016, o turismo internacional esteve novamente em alta na China, o maior mercado emissor do mundo. O gasto em turismo internacional aumentou em 11.000 milhões de dólares norte-americanos, para os 261.000 milhões de dólares, o que representa uma subida de 12%. O número de pessoas que viajaram para o exterior cresceu 6% em 2016, para os 135 milhões. Este crescimento vem consolidar a posição da China como o primeiro mercado mundial desde 2012, mantendo uma tendência ininterrupta de crescimento de dois dígitos a nível de gastos turísticos desde 2004.

O aumento do turismo internacional a partir da China beneficiou não somente muitos destinos da Ásia e Pacífico, especialmente o Japão, República da Coreia e Tailândia, como também os EUA e vários países europeus.

Além da China, há outros três mercados emissores asiáticos entre os 10 primeiros, que mostraram resultados muito positivos, revela o barómetro. Tanto a República da Coreia (27.000 milhões de dólares) como a Austrália (27.000 milhões de dólares) registaram um aumento de gastos de 8% em 2016, e Hong Kong (China) acedeu à lista dos 10 primeiros após sofrer uma subida de 5% nos gastos (24.000 milhões de dólares).

EUA: o segundo mercado emissor
Os gastos turísticos nos EUA, o segundo maior mercado emissor do mundo, aumentaram 8% em 2016, somando 9.000 milhões de dólares e atingindo os 122.000 milhões de dólares. Pelo terceiro ano consecutivo, o grande impulso da procura do turismo emissor foi incentivado pela solidez do dólar norte-americano e da sua economia em geral. O número de residentes no país que viajaram para destinos internacionais subiu 8% até novembro de 2016 (74 milhões em 2015).

Pelo contrário, os resultados do Canadá, o segundo mercado emissor das Américas entre o TOP 10, foram menos positivos, com um gasto do turismo internacional de 29.000 milhões de dólares e uma queda de 3% nas viagens para o exterior com dormida, até aos 31 milhões.

Alemanha, Reino Unido, França e Itália: líderes na Europa
A Alemanha, o Reino Unido, França e Itália são os quatro mercados europeus que figuram nos 10 primeiros e todos registaram um crescimento da procura do turismo emissor em 2016. Em primeiro lugar, a Alemanha – terceiro maior mercado do mundo – assistiu a um aumento de 5% no gasto do turismo internacional e atingiu os 81 milhões de dólares, o que traduz uma recuperação face aos resultados de 2015.

A procura do Reino Unido, o quarto mercado emissor no ranking mundial, manteve-se forte, apesar da evidente desvalorização da libra em 2016. As visitas dos residentes do Reino Unido ao estrangeiro subiram em cinco milhões (+7%) em 2016 para os 70 milhões, com um gasto de cerca de 64.000 milhões de dólares.

França, o quinto maior mercado mundial, registou um crescimento de 7% nos gastos turísticos do ano passado, o que equivaleu a 41.000 milhões de dólares. A Itália subiu 1% a nível de gastos para os 25.000 milhões de dólares e teve um aumento de 3% nas viagens com dormida, que se situaram nos 29 milhões.