Dormidas e proveitos com crescimentos expressivos em junho

Dormidas e proveitos com crescimentos expressivos em junho

A hotelaria nacional registou 1,9 milhões de hóspedes e 5,5 milhões de dormidas em junho de 2016, equivalendo a crescimentos homólogos de 10,3% e 9,6% (+5,7% e +8,5% em maio). As dormidas do mercado interno aumentaram 7,3%, invertendo a tendência do mês anterior (-1,3%). Os mercados externos também aumentaram (+10,5%), desacelerando ligeiramente (+11,7% em maio), de acordo com os dados do INE.
A estada média reduziu-se (-0,7%; 2,91 noites), contrariamente à taxa líquida de ocupação cama (+2,7 p.p.; 57,5%). A evolução dos proveitos foi positiva (+15,2% de proveitos totais e +15,5% de proveitos de aposento), mas aquém dos resultados de maio (+15,8% e +17,9%, respetivamente).
No primeiro semestre do ano, o crescimento dos hóspedes fixou-se em 10,8% e o das dormidas em 11,2%.
Em junho de 2016, estacaram-se os aumentos das pousadas (+13,8%) e dos hotéis (+12,0%). É de realçar o contributo das unidades de quatro estrelas (49,3%), com um aumento de 13,6%.
O mercado interno originou 1,5 milhões de dormidas (+7,3%), contrariando o resultado do mês anterior (-1,3%).
Os mercados externos desaceleraram ligeiramente (de +11,7% em maio para +10,5% em junho), correspondendo a cerca de 4 milhões de dormidas.
No período de janeiro a junho, registaram-se acréscimos de 7,9% nas dormidas de residentes e 12,4% nas de não residentes.

Principais mercados com resultados positivos
Os treze principais mercados emissores evidenciaram uma evolução globalmente positiva, que se refletiu no aumento do seu peso relativo (87,8% face a 86,8% em junho de 2015).
O Reino Unido (+9,5% de dormidas correspondendo a 27,7% do total) desacelerou face aos últimos meses (+13,3% em maio e +15,5% em abril).
O mercado alemão (+9,9%) também desacelerou relativamente ao mês anterior (+14,5%) e ao acumulado de janeiro a junho (+10,5%). O seu peso relativo foi de 13,3%.
A França registou o maior acréscimo do grupo dos principais mercados (+24,8%), correspondendo a 11,1% das dormidas de não residentes. No primeiro semestre a evolução deste mercado foi também expressiva (+18,7%).
O mercado espanhol (7,5% do total) cresceu 8,5%, menos que em maio (+12,6%). Os Países Baixos aumentaram as dormidas dos seus residentes (+16,8% face a +12,7% no mês anterior), a que correspondeu uma quota de 6,4%.
Dos restantes sobressaíram a Polónia (+18,9%), os Estados Unidos (+18,8%) e a Itália (+16,3%), mercado que evidenciou uma notável recuperação (-0,4% em maio).
O Brasil apresentou evolução positiva (+2,8%), contrariando a tendência decrescente que se vinha verificando há dez meses consecutivos. No primeiro semestre este mercado apresentou ainda resultados negativos (-4,8%).

Incremento notório das dormidas no Norte e Açores
As dormidas aumentaram em todas as regiões, com maior impacto no Norte (+15,1%), R. A. Açores (+14,1%) e Alentejo (+14,0%). Lisboa e Algarve registaram os menores crescimentos de dormidas (+4,8% e +8,9%), sendo contudo as de maior procura (39,5% das dormidas totais no Algarve e 21,7% em Lisboa).
A evolução do mercado interno foi globalmente positiva, destacando-se a R. A. Açores (+15,6%), Alentejo (+15,5%) e Centro (+10,6%). Nestas duas últimas regiões observou-se uma forte recuperação face aos resultados do mês anterior (-8,0% no Alentejo e -7,0% no Centro). Na Madeira registou-se desaceleração (de +26,0% em maio para +5,2% em junho).
Os principais destinos dos residentes foram o Algarve (32,2% do total), Lisboa (17,8%) e Norte (17,6%).
As dormidas de não residentes registaram acréscimos notórios em todas as regiões, menos expressivamente em Lisboa (+3,8%), sendo de realçar o Norte (+19,9%), Centro (+15,7%) e R. A. Açores (+13,1%). No Norte, as festividades das cidades do Porto e Braga motivaram um aumento da procura dos principais mercados emissores da região, nomeadamente espanhóis (+24,9%) e franceses (+24,7%).
O Algarve concentrou 42,3% das dormidas de não residentes, Lisboa 23,1% e R. A. Madeira 15,4%.

Proveitos mantiveram crescimento
Os proveitos totais fixaram-se em 294,2 milhões de euros e os de aposento em 212,0 milhões de euros, correspondendo a acréscimos de 15,2% e 15,5%, respetivamente. A evolução dos proveitos totais está em linha com o mês anterior (+15,8%), mas os de aposento desaceleraram (+17,9% em maio).
Os resultados do primeiro semestre foram igualmente positivos (+16,5% de proveitos totais e +17,6% de proveitos de aposento).
Os proveitos aumentaram em todas as regiões, nomeadamente na R. A. Açores (+27,0% de proveitos totais e +27,2% nos de aposento) e Norte (+23,6% e +24,8%).
Os resultados expressivos dos proveitos poderão em parte ter beneficiado da situação de instabilidade de países concorrentes, com consequente aumento da procura de alguns mercados, motivando a implementação de estratégias comerciais de aumento de preços.
O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) foi 49,9 euros (+11,1%).
O aumento de junho ficou ligeiramente aquém do conjunto dos seis primeiros meses do ano (+13,1%; 34,2 €).
As regiões com maior rentabilidade média por quarto disponível foram Lisboa (69,9 €), Algarve (57,3 €) e R. A. Madeira (50,7 €). A evolução foi globalmente positiva, com maior impacto no Alentejo (+19,4%), Açores (+18,2%) e Norte (+17,8%).