INE: hóspedes e dormidas desaceleram em dezembro face a novembro de 2016

INE: hóspedes e dormidas desaceleram em dezembro face a novembro de 2016

A hotelaria registou 1,1 milhões de hóspedes e 2,5 milhões de dormidas em dezembro de 2016, equivalendo a acréscimos homólogos de 8,1% e 11,0%, inferiores aos de novembro (+12,9% e +14,9%). As dormidas do mercado interno aumentaram 5,0%, em linha com o mês anterior (+5,3%), enquanto os mercados externos desaceleraram (+14,8%) face a novembro (+19,2%), em parte por influência de um importante evento internacional ocorrido em novembro. Estes são os dados divulgados agora pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), relativos ao mês de dezembro de 2016.

A estada média aumentou (+2,7%; 2,35 noites), tal como a taxa de ocupação-cama (+1,7 p.p.; 29,8%). Os resultados dos proveitos foram expressivos (+15,1% de proveitos totais e +16,1% de proveitos de aposento), ainda que em desaceleração (+24,1% e +26,6% em novembro).

No conjunto do ano de 2016 (resultados preliminares) os estabelecimentos hoteleiros registaram 19,1 milhões de hóspedes e 53,5 milhões de dormidas, a que corresponderam aumentos de 9,8% e 9,6% respetivamente (+8,1% e +6,5% em 2015). O mercado interno contribuiu com 15,2 milhões de dormidas (+5,2%) e os mercados externos com 38,3 milhões (+11,4%). Os hóspedes não residentes representaram 71,5% das dormidas totais (70,4% no ano anterior). Os proveitos totais aumentaram 17,0% e os de aposento 18,0%, ultrapassando o crescimento verificado no ano precedente (+13,0% e +14,7% em 2015).

Hóspedes e dormidas desaceleraram
Em dezembro de 2016, os estabelecimentos hoteleiros receberam 1,1 milhões de hóspedes (+8,1%) que
proporcionaram 2,5 milhões de dormidas (+11,0%), desacelerando face aos resultados de novembro (+12,9% e
+14,9%).

As dormidas em hotéis (72,7% das dormidas totais) registaram um crescimento de 12,7%, com destaque para as
unidades de quatro estrelas (+16,4%). O aumento nos hotéis-apartamentos foi também significativo (+13,6%, tendo esta tipologia um peso de 12,2% no total de dormidas), tal como o das pousadas (+20,4%).

Os resultados preliminares de 2016 permitem verificar que os hóspedes atingiram 19,1 milhões e as dormidas 53,5 milhões (+9,8% e +9,6%), evolução que superou a do ano anterior (+8,1% e +6,5%) especialmente no caso das dormidas (+3,1 p.p.), revelando estadias médias mais prolongadas.

Dormidas de não residentes com aumentos expressivos
As dormidas de residentes em Portugal (901,5 mil) aumentaram 5,0%, em linha com o mês anterior (+5,3%).
Os mercados externos apresentaram um comportamento ainda mais dinâmico com um aumento de 14,8% em dezembro (1,6 milhões de dormidas), em 2016 apenas superado por novembro (+19,2%, mês com importante evento internacional em Lisboa), março (+22,6%, mês com Páscoa desfasada face ao ano precedente) e fevereiro (+17,4%).

No conjunto do ano de 2016 o mercado interno proporcionou 15,2 milhões de dormidas (+5,2%), com aumento
aproximado ao do ano anterior (+5,1%).

Os mercados externos aceleraram de +7,1% em 2015 para +11,4% em 2016, correspondendo a 53,5 milhões de
dormidas em 2016 e assegurando um acréscimo de 3,9 milhões de dormidas face ao ano precedente. Considerando a evolução das dormidas nos últimos dez anos, os resultados de 2016 face a 2006 foram superiores em 23,4% para os residentes e 51,8% para os não residentes. Em 2006, as dormidas de não residentes representaram 67,1% do total, enquanto em 2016 esse peso aumentou para 71,5%.

Aumento anual de 18% para as dormidas de França, e cerca de +10% para o Reino Unido e Alemanha
Os 13 principais mercados emissores representaram 82,9% das dormidas de não residentes em dezembro e
apresentaram resultados maioritariamente positivos. As dormidas de hóspedes do Reino Unido (18,9% do total de não residentes) aceleraram no final do ano (+15,8% face a +13,5% em novembro). Em termos anuais, este mercado deteve uma quota de 23,9% e cresceu 9,8% (+9,5% em 2015).

As dormidas do mercado espanhol decresceram 3,8% em dezembro, contrariando os resultados dos últimos meses (+6,2% em novembro). O seu peso relativo reduziu-se de 16,9% em dezembro de 2015 para 14,2% em dezembro de 2016, tendo sido, ainda assim, o segundo maior mercado em dezembro. Em 2016 apresentou um crescimento de 8,2%, bem superior ao de 2015 (+3,0%).

A Alemanha (13,3% do total) desacelerou ligeiramente em dezembro (+12,5% face a +14,2% em novembro). A
evolução anual traduziu-se num aumento de 9,8%, aproximado ao do ano anterior (+9,9%).

O mercado francês, com uma quota de 8,5%, manteve um crescimento expressivo em dezembro (+18,2%; +20,9% em novembro). Em 2016 observou-se uma aceleração notória das dormidas deste mercado (+18,0% face a +10,9% em 2015).

Tal como no mês anterior, o Brasil destacou-se com um acréscimo assinalável em dezembro (+74,4%), sendo também de destacar os Estados Unidos e a Polónia (ambos com +25,1%), assim como os Países Baixos (+20,9%). Em termos anuais, salientaram-se as evoluções dos mercados norte-americano e polaco (+20,8% e +20,1%, respetivamente), enquanto os mercados brasileiro e holandês refletiram aumentos de 13,7% e +13,4%, respetivamente.

Relativamente a dezembro, são ainda de referir os aumentos de dormidas da Irlanda (+17,4%) e Suíça (+14,8%),
países que para 2016 evidenciaram aumentos de 11,1% e 15,2%. A Suécia teve a redução mais marcante em
dezembro (-7,4%), tendo sido o país, entre os principais, com o aumento menos expressivo em 2016 (+5,1%).
Os resultados preliminares de 2016 apresentam o mesmo conjunto de treze países mais relevantes face a 2015,
verificando-se contudo que os EUA ultrapassaram a Itália, tal como a Polónia relativamente à Suíça.

Dormidas aumentam em todas as regiões
Observou-se um aumento generalizado das dormidas por região, mais evidente no Algarve (+13,1%), Centro (+12,8%) e Norte (+11,9%). Na RA Açores (+2,2%) houve forte desaceleração (+26,6% em novembro). As dormidas concentraram-se principalmente na AM Lisboa (31,0% das dormidas totais), Algarve (18,7%), Norte (17,0%) e RA
Madeira (16,7%).

As dormidas de residentes aumentaram significativamente no Alentejo (+14,3%) e Centro (+10,8%). As restantes
regiões também apresentaram resultados positivos, mas de menor expressão, como no Algarve (+3,5%) e na AM
Lisboa (+1,7%).

O Norte foi a região com maior procura por parte dos residentes (25,8% das dormidas do mercado interno), secundada pela AM Lisboa (24,6%) e o Centro (22,9%).

Na evolução dos mercados externos, salientou-se o aumento significativo no Norte (+25,3%), sendo ainda de destacar o Centro (+18,8%), Algarve (+16,3%) e AM Lisboa (+14,6%). Recorde-se que em novembro o crescimento, nesta última região, das dormidas de não residentes atingiu 21,5%, refletindo o já referido evento internacional. Na RA Açores houve um crescimento de 3,8% e no Alentejo um decréscimo de 7,5%.

Em dezembro, os não residentes elegeram como principais destinos AM Lisboa (34,7%), RA Madeira (23,5%) e Algarve (22,5%).

No conjunto do ano de 2016, as dormidas aumentaram em todas as regiões, com destaque para a RA Açores
(+21,1%; +19,8% em 2015), Norte (+12,8%; +13,0% no ano precedente) e Alentejo (+10,8%; +10,2%).

Nas três principais regiões turísticas os aumentos de dormidas totais em 2016 superaram os de 2015, tendo sido de 9,0% no Algarve (+2,7% em 2015), 7,2% na AM Lisboa (+6,4% no ano precedente) e 9,8% na RA Madeira (+6,2% em 2015).

Em 2016, o acréscimo de dormidas face a 2015 totalizou 4,7 milhões, com os contributos principais do Algarve (31,9% do aumento de dormidas), AM Lisboa (18,9%), Norte (16,8%) e RA Madeira (14,0%).

Estada média reforçou aumento
A estada média (2,35 noites) aumentou 2,7%, acentuando o resultado positivo do mês anterior (+1,8%). Na RA Madeira o valor deste indicador ascendeu a 5,33 noites, registando, contudo, um decréscimo (-0,3%). No
Algarve (3,82 noites) registou-se a maior subida (+5,0%), secundada pelo Norte (+3,7%).

Em 2016, a estada média foi 2,81 noites, com ligeira redução de 0,2%, face a variações de -1,5% em 2015 e -1,2% em 2014.

Taxa de ocupação manteve crescimento
A taxa líquida de ocupação-cama (29,8%) teve uma variação de +1,7 p.p., desacelerando face ao mês anterior (+3,9 p.p.). Este indicador teve resultados a destacar na RA Madeira (48,9%), AM Lisboa (37,8%) e Norte (31,1%). Na RA Madeira houve um aumento assinalável (+3,2 p.p.), sendo ainda de referir o Centro (+2,3 p.p.) e o Norte (+2,0 p.p.).

Em 2016, a taxa líquida de ocupação-cama fixou-se em 48,6% (+2,4 p.p.), com um aumento próximo do verificado no ano anterior (+2,3 p.p.).

Proveitos desaceleraram
Os proveitos totais atingiram 136,0 milhões de euros e os de aposento 89,8 milhões de euros (+15,1% e
+16,1%), desacelerando face ao mês anterior (+24,1% e +26,6%). Todas as regiões registaram aumentos nos proveitos, com especial destaque para o Norte (+19,6% nos proveitos totais e +21,7% nos de aposento) e Algarve (+19,9% e +20,8%).

Em 2016, os proveitos totais aumentaram 17,0% e os de aposento 18,0%, resultados que superaram os de 2015
(+13,0% e +14,7%, respetivamente).O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) foi 23,4 euros, correspondendo a um aumento de 10,5%, aquém do mês anterior (+23,3%).RA Madeira e AM Lisboa apresentaram os valores mais elevados de RevPAR (36,3 € e 35,4 €). Destacaram-se os aumentos no Norte (+17,4%), Centro (+12,8%) e RA Madeira (+12,6%). Na RA Açores houve redução no RevPAR (-3,2%).

Nos hotéis de cinco estrelas o RevPAR situou-se em 43,7 €, com redução de 3,0%. Nas pousadas, ao RevPAR de
39,5 € correspondeu um aumento de 16,3%. São de referir os acréscimos deste indicador nos apartamentos
turísticos (+14,5%) e nos hotéis de quatro estrelas (+13,7%).

No conjunto do ano de 2016, o Rev PAR fixou-se em 42,6 euros (+13,4%, em linha com +13,9% em 2015).