“Revolução NDC” obriga a colaboração no mercado da distribuição e investimentos tecnológicos

“Revolução NDC” obriga a colaboração no mercado da distribuição e investimentos tecnológicos

As transportadoras aéreas mundiais estão a alterar o seu modo de distribuição baseado no Protocolo NDC, lançado pela IATA, obrigando as agências de viagens a reposicionarem-se. Na Convenção da Bestravel, que decorreu este fim-de-semana em Ponta Delgada, António Loureiro, diretor-geral da Travelport, abordou o tema alertando para a transição do modelo de negócio que as agências de viagens têm de fazer.

“Todos nós, de uma forma ou de outra, fomos criando e ajustando os modelos comerciais de acordo com a necessidade. Este último protocolo do NDC foi criado pela IATA, que é quem ainda superintende ou regulamenta alguma parte da atividade das companhias de aviação. Seria completamente desajustado da nossa parte (agentes de viagens e GDS) se não fizéssemos um esforço de adaptação”, indicou o responsável. Para António Loureiro o que se está a falar é da transição de um modelo “legacy” para um modelo de distribuição que vai buscar outras fontes de conteúdo. Para o responsável, “a Travelport está preparada para estas alterações e mais que preparada para todos os desenvolvimentos que o mercado queira fazer assim como ao acesso de conteúdos que queiram fazer”. Continuando, indica o responsável que “quando dizemos que estamos preparados, também dizemos que vocês estão preparados, porque cada vez mais somos a vossa softwarehouse”.

O responsável relembra ainda que apesar da aposta das companhias aéreas no sentido de trabalharem numa melhoria no acesso aos conteúdos e à fonte desses conteúdos e à sua publicação no online, em qualquer parte do mundo que se pesquise por voos para cinco destinos os primeiros sites a aparecerem são de agentes de viagens online, aparecendo muito à frente dos sites diretos de qualquer companhia aérea. Sendo assim “temos que nos adaptar cada vez mais ao online em Portugal”. Se bem que António Loureiro acredita que Portugal pode ser um case study a nível mundial pela forma como tem sabido colaborar, resolver as “divergências inquietantes” e sempre chegar a bom porto.

“Só existe uma alternativa no meio desta revolução que vem por aí que é uma colaboração entre o mercado na construção de uma solução”, finalizou o responsável.

Pedro Chenrim