A AHRESP - Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal reuniu, mais uma vez, com o Presidente da Autoridade da Concorrência, a propósito da queixa que apresentou contra os operadores portugueses dos meios de pagamento electrónico, UNICRE e SIBS, pela prática de posição dominante, e pelas elevadas taxas que praticam nas transacções com cartões de crédito e débito (multibanco), junto das empresas de hotelaria e restauração, responsáveis por uma facturação anual superior a mais de 9 mil milhões de euros.
A associação informa que "está em causa o aumento do fosso com a concorrência das empresas espanholas, que pagam taxas muito inferiores, entre 166% e 1.142% menos que as empresas portuguesas, que são as principais contribuintes para que o turismo mantenha a liderança como principal sector exportador de bens transaccionáveis".
O Presidente da Autoridade da Concorrência informou a AHRESP que irá proceder à conclusão do processo, expressando a sua especial atenção sobre tão sensível matéria.
A AHRESP informa em comunicado de imprensa que, neste momento,diligencia junto da respectiva entidade reguladora, o Banco de Portugal, uma solução para tão calamitosa injustiça, com redobrada confiança após ouvir a intervenção do Governador do Banco de Portugal, na sua tomada de posse, em que afirmou: “Para lá de velar pela estabilidade do sistema financeiro, cabe ao Banco de Portugal velar também pela eficiência do sistema de pagamentos. Trata-se de uma componente importante dos custos de transacção que os agentes económicos suportam, sendo particularmente relevante numa economia aberta como a portuguesa. De facto é hoje impensável o funcionamento de uma economia moderna sem os sistemas de pagamento electrónicos… Estão em causa, em primeiro lugar, os efeitos induzidos pela transposição da Directiva dos Serviços de Pagamento, nomeadamente o incremento da concorrência na prestação de serviços de pagamento…” como refere no documento.