Turismo internacional com os melhores resultados semestrais dos últimos sete anos

Turismo internacional com os melhores resultados semestrais dos últimos sete anos

Nos primeiros seis meses de 2017, os destinos mundiais receberam 598 milhões de turistas internacionais, mais 36 milhões do que no mesmo período do ano passado. O crescimento de cerca de 6% face ao ano anterior superou a tendência de alta observada nos últimos anos, o que faz com que o período de janeiro a junho seja o melhor semestre desde 2010.

De acordo com mais recente Barómetro da OMT do Turismo Mundial, o número de visitantes comunicados pelos destinos de todo o mundo reflete uma forte procura do turismo internacional no primeiro semestre de 2017. À escala mundial, as chegadas de turistas internacionais (visitantes que pernoitam) subiram 6% face a igual período do ano passado, superando a tendência constante de crescimento mínimo de 4% registada desde 2010. Os valores colocam os primeiros seis meses de 2017 como os melhores resultados semestrais obtidos nos últimos sete anos.

Os resultados estão relacionados com o forte crescimento registado em muitos destinos e com a continuação da recuperação dos que registaram quedas nos anos anteriores. De todas as regiões da OMT, o crescimento foi maior no Médio Oriente (+9%), Europa (+8%) e África (+8%), seguidas da Ásia e Pacífico (+6%) e Américas (+3%).

O primeiro semestre do ano costuma representar 46% do total de chegadas internacionais anuais e o segundo semestre é habitualmente três dias mais longo e inclui os meses da época alta de julho e agosto no Hemisfério Norte.

Segundo Taleb Rifai, secretário geral da OMT, “o primeiro semestre de 2017 mostra um crescimento saudável num mercado turístico cada vez mais dinâmico e resiliente, incluindo uma forte recuperação em alguns dos destinos que o ano passado se viram afetados por problemas de segurança”.

Destinos mediterrânicos lideram crescimento
Os destinos mediterrânicos registaram um crescimento particularmente destacado no primeiro semestre deste ano, tal como se verifica nos resultados da Europa do Sul e Mediterrânica (+12%), África do Norte (+16%) e Médio Oriente (+9%). Esta tendência foi incentivada pelo contínuo crescimento de muitos destinos da zona, juntamente com um aumento considerável dos destinos que sofreram quebras em anos anteriores, como a Turquia, Egito e Tunísia.

Além disso, as chegadas de turistas internacionais no mês de junho aumentaram 8% no Norte da Europa, 6% na Europa Ocidental e 4% na Europa Central e Oriental. Na África Subsariana as chegadas subiram 4%.

A Ásia do Sul (+12%) liderou o crescimento na região da Ásia e Pacífico, seguida da Oceania (+8%) e do Sudeste Asiático (+7%), enquanto que os resultados no Nordeste Asiático (+4%) foram mais variados.

A região das Américas continuou a registar resultados positivos na maioria dos destinos. O crescimento foi sólido na América do Sul (+6%), América Central (+5%) e Caraíbas (+4%). Na América do Norte (+2%), os resultados positivos do México e do Canadá foram, em parte, compensados pelas chegadas aos EUA, o maior destino da região.

O crescimento das chegadas neste período foi impulsionado pela procura do turismo emissor proveniente dos principais mercados emissores. Em especial, Canadá, China, República da Coreia, ESpanha, EUA, França e Reino Unido continuaram a ter um forte crescimento dos gastos do turismo emissor. Neste primeiro semestre, também se registou uma forte recuperação da procura por parte do Brasil e Federação da Rússia, após vários anos de descidas em termos de gastos realizados pelos seus turistas no exterior.