31 aviões que saíram de Portugal abasteceram-se em Espanha

31 aviões que saíram de Portugal abasteceram-se em Espanha

Categoria Business, Transportes

Pelo menos 31 aviões que saíram de aeroportos portugueses realizaram hoje “escalas técnicas” para se abastecerem de combustível em aeródromos espanhóis, disse à agência Lusa fonte oficial da gestora aeroportuária Aena.

Segundo a empresa pública espanhola que faz a gestão dos aeroportos de interesse geral para o país, até cerca das 15h00 (14h00 de Lisboa) houve 22 aviões provenientes de Portugal que se abasteceram no aeroporto em Sevilha San Pablo (Andaluzia), três no de Málaga (Andaluzia), três no de Santiago (Galiza), dois no de Xerez (de la Frontiera, Andaluzia) e um no de Bilbau (País Basco).

Portugal enfrenta dificuldades de abastecimento de combustível devido à greve dos motoristas de matérias perigosas, que começou às 00h00 de segunda-feira, convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica.

A ANA – Aeroportos confirmou hoje que o fornecimento de combustível foi retomado no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, e no de Faro, mas ainda aquém das necessidades diárias habituais.

“A ANA encontra-se, em conjunto com as companhias aéreas e ‘handlers’, a trabalhar no plano de recuperação com vista à normalização do abastecimento e da operação aeroportuária”, refere em comunicado a empresa gestora dos aeroportos em Portugal.

Na terça-feira, gerou-se a corrida aos postos de abastecimento de combustíveis, provocando o caos nas vias de trânsito. A Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro) informou hoje que não foi ainda retomado o abastecimento dos postos de combustível, apesar da requisição civil, e que já há marcas “praticamente” com a rede esgotada.

O primeiro-ministro admitiu hoje alargar os serviços mínimos e adiantou que o abastecimento de combustível está “inteiramente assegurado” para aeroportos, forças de segurança e emergência.

Na terça-feira, alegando o não cumprimento dos serviços mínimos decretados, o Governo avançou com a requisição civil, definindo que até quinta-feira os trabalhadores a requisitar devem corresponder “aos que se disponibilizem para assegurar funções em serviços mínimos e, na sua ausência ou insuficiência, os que constem da escala de serviço”.

No final da tarde de terça-feira, o Governo declarou a “situação de alerta” devido à greve, avançando com medidas excecionais para garantir os abastecimentos e, numa reunião durante a noite com a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) e o sindicato, foram definidos os serviços mínimos.

Militares da GNR estão de prevenção em vários pontos do país para que os camiões com combustível possam abastecer e sair dos parques sem afetarem a circulação rodoviária.