Quase quatro meses depois de o Lisbon Chiado Hotel ter entrado em operação, a Ambitur falou com Alexandre Vasco, diretor geral da unidade hoteleira da Coporgest, para perceber como têm corrido estes primeiros meses e qual a visão a longo prazo para o hotel. Este foi o primeiro projeto hoteleiro do grupo, que já está a preparar a abertura de mais um boutique hotel em 2028, em Tróia.
Agora que o Lisbon Chiado Hotel já está em operação desde outubro, que balanço faz desta fase inicial?
Tem sido uma fase de afinação da equipa e da máquina interna. Há centenas de detalhes que tivemos de aperfeiçoar desde o dia da abertura. Estamos a aproveitar este período inicial para corrigirmos determinadas falhas que não me agradam e que não fazem sentido num estabelecimento que tem de prestar um serviço fantástico e irrepreensível. Felizmente, o hotel abriu num período de época baixa, e estamos a aproveitar para nos prepararmos para os meses de maior agitação.
Quais foram os principais objetivos definidos para o lançamento do hotel e em que medida estão a ser alcançados?
O primeiro objetivo foi recrutar uma equipa de qualidade, e esse está plenamente cumprido. O segundo objetivo foi aproveitar este período de arranque, em que o hotel é ainda pouco conhecido, para corrigir procedimentos internos, afinar rotinas e prepararmo-nos para o futuro; estamos ainda nesta fase. Em terceiro lugar, tentar proporcionar aos nossos hóspedes, mesmo nesta fase inicial, uma experiência que os faça querer regressar; que os faça sentir em casa, e neste domínio os resultados são excelentes, confirmados por comentários muito entusiásticos de vários hóspedes que ficaram connosco. Temos recebido elogios incríveis.
Como descreve a visão de longo prazo para este projeto e o que pretende que o hotel represente no panorama hoteleiro de Lisboa?
O CEO da COPORGEST definiu um objetivo claro: tornar este hotel numa referência do top 5 da cidade. Estamos a trabalhar para esse objetivo.
Que características do Lisbon Chiado Hotel considera que melhor refletem essa visão estratégica?
Temos uma combinação perfeita de vários fatores: a localização é perfeita, o Rooftop Bar é maravilhoso, a vista é extraordinária, o spa é lindíssimo, o ginásio está bem equipado, o restaurante é dirigido por um chef (Pedro Pena Bastos) que detém uma estrela Michelin… E no cimo de tudo isto estamos a colocar a melhor cereja: um nível de serviço extraordinário.

De que forma o Lisbon Chiado Hotel se diferencia na oferta hoteleira do centro de Lisboa, uma área já bastante competitiva?
Com o devido respeito, a cidade e esta zona do Chiado precisam de mais oferta de 5 estrelas, com um serviço profissional e rigoroso.
Que perfil de hóspede procuram atrair e que tendências de consumo identificam como mais relevantes no vosso posicionamento?
Procuramos atrair hóspedes que querem apreciar as maravilhas de Lisboa e, em simultâneo, desfrutar de um alojamento sofisticado, confortável, de grande qualidade. É isso que temos para oferecer. Os turistas mais qualificados, com poder aquisitivo e habituados a um certo grau de sofisticação, não encontram muitas alternativas de alojamento em Lisboa. Nós queremos ser uma referência para esse tipo de público, e o facto de sermos um boutique hotel faz toda a diferença.
Como equilibram o conceito boutique com a exigência de oferecer experiências personalizadas e consistentes?
A vantagem dos hotéis boutique é que conseguimos prestar um nível de serviço que é impossível prestar nos hotéis de grande dimensão. Aqui conseguimos fazer com que os hóspedes se sintam verdadeiramente em casa e tenham pena de ir embora. Tratamos todos os hóspedes pelo nome, sabemos exatamente o que procuram, e respondemos com rigor às necessidades de todos eles.
Que feedback têm recebido dos primeiros hóspedes e como este está a influenciar ajustes operacionais?
O feedback tem sido excelente, nalguns casos até entusiástico. A maioria dos hóspedes tem deixado comentários muito elogiosos, e alguns deles deixam sugestões de melhoria e de aperfeiçoamento. Praticamente todos têm enviado mensagens de agradecimento pela disponibilidade e simpatia da equipa, mas também pelas características únicas do hotel. Já vários clientes referiram que conhecem todos os hotéis de 5 estrelas da cidade e que já não consideram ficar noutro hotel no futuro…
Quais são os elementos-chave da experiência que pretendem oferecer — desde o design ao serviço?
É como lhe referi: queremos distinguir-nos pelo nível de atenção ao cliente, pelo detalhe do serviço. Estamos claramente a trabalhar nesse sentido.
Qual foi o maior desafio no processo de abertura e no arranque da operação?
O maior desafio foi sem dúvida identificar as arestas que temos de limar e conseguir limá-las uma por uma. A hotelaria de 5 estrelas só faz sentido quando é praticamente perfeita, mas sabemos todos que é muito difícil atingir a perfeição. Estamos a limar as últimas arestas.
Quais são as metas estratégicas definidas para 2026, tanto em termos de ocupação como de crescimento da marca?
No ano de 2026 temos essencialmente de cumprir três desafios: atingir o nível de rentabilidade que nos está a ser exigido pelo nosso CEO, divulgar o hotel junto dos mercados mais importantes deste período, e afirmar esta unidade como um hotel de referência na hotelaria de 5 estrelas de Lisboa. Não é pouca coisa…
Como descreve o seu estilo de liderança e de que forma este influencia a cultura interna do hotel?
Na Coporgest seguimos várias regras de comportamento: rigor, exigência extrema, dedicação, empenho… E todos nós temos de estar preparados para fazer de tudo um pouco. Somos treinados para agir dentro deste padrão. A minha liderança é pelo exemplo: arregaçar as mangas e ultrapassar todos os obstáculos.
Que equipa reuniu para este projeto e o que procurou privilegiar na escolha dos perfis?
Procurámos pessoas com experiência, que gostem de hotelaria de 5 estrelas e que se entusiasmem com este projeto. Até agora, acho que acertámos em cheio.
O que considera fundamental para garantir excelência num hotel boutique de cidade como este?
Serviço fantástico, à prova de bala, totalmente dirigido para suprir as necessidades dos nossos Clientes. Estamos nesse campeonato e, até agora, não nos estamos a sair mal. Estamos a preparar-nos todos para a abertura do nosso próximo hotel: um boutique hotel de 5 estrelas a 200 metros da praia na península de Tróia, que será inaugurado em 2028.
Por Inês Gromicho


















































