“A expectativa que está a ser gerada em Lisboa pode ser negativa para o turista””

Apesar dos números indicarem um semestre positivo na hotelaria portuguesa, o ainda baixo RevPar registado em todo o país está a preocupar os principais players do sector.

 

 

De acordo com Luís Veiga, presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), o facto de Portugal ser considerado um destino low cost é “preocupante”.”Uma das razões para o crescimento do mercado francês, que é notório em Portugal, deve-se ao facto do país ser um país barato. Aquilo que nos foi dito pelos operadores franceses (nos últimos workshops decorridos em Paris e Lyon) é que é um destino barato, que está a servir um pouco de mudança face aos destinos habituais que eles teriam no norte da Europa, portanto, o facto de sermos low cost neste momento é preocupante”, afirmou Luís Veiga, à margem de um encontro com a imprensa, que teve lugar ontem no Hotel Tiara Park, em Lisboa.

 

Segundo o presidente da AHP, &o modelo de negócio que estamos a seguir neste momento em Portugal na área do turismo pode ser mau. Temos de ter muito cuidado, temos de estar muito atentos à requalificação: requalificação hoteleira em todos os destinos do país, requalificação de mentalidades e, sobretudo, temos que pensar que tem que haver requalificação na envolvente aos hotéis.

 

Na mesma ocasião em que alguns hoteleiros deram conta de situações de furtos a turistas e falta de limpeza no centro de Lisboa, o responsável afirmou que “é medonho pensar que a zona que é mais frequentada neste momento em Lisboa (Baixa/ Chiado) está muito degradada e muito suja”.

 

Luís Veiga&afirmou ainda que “procuramos na hotelaria exceder as expectativas dos clientes quando eles chegam ao hotel, para&pagarem o justo valor, e penso que a expectativa que está a ser gerada neste momento por Lisboa pode ser negativa para o turista, portanto, é bom que seja trabalhada, seja recuperada, que haja segurança”.

Raquel Pedrosa Loureiro