Durante o jantar oficial do Fórum Vê Portugal, organizado pelo Turismo Centro de Portugal, Pedro Machado, Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, outrora também presidente da entidade, confirmou o trabalho do Governo para proceder a “alterações na governance do próprio território”.
Afirmando que a revisão da Lei 33 está feita, a própria legislação “prevê um trabalho diferente, uma agregação diferente e uma perspectiva diferente daquilo que é a governança dos destinos regionais, tirando o melhor daquilo que vem da região, salvaguardando as pessoas, salvaguardando a experiência e o know-how que foi adquirido, mas potenciando isso para o futuro”.
“Precisamos de continuar a reforçar a atratividade e, sobretudo, aquilo que faz a diferença em relação a muitos dos aspetos que hoje trazem notoriedade à marca Portugal, como é, por exemplo, a captação dos grandes eventos, sejam eles os eventos nacionais, mas principalmente os grandes eventos internacionais”, referiu ainda Pedro Machado.
“Ser relevante e ter posicionamento”
“Há a ideia de que há destinos turísticos que estão predestinados para o sucesso e cuja maturidade faz com que os outros não tenham a capacidade de se aproximar, mas isso é um mito”, disse, exemplificando com o progresso que o Centro do país tem alcançado nos últimos anos neste setor.
O Secretário de Estado aproveitou ainda o momento para reforçar o trabalho da Comissão Europeia em construir uma estratégia para o destinos da Europa 27: “é no sentido de podermos ter um orçamento europeu e, nesse orçamento europeu, estarem, sobretudo, quatro grandes áreas, quatro grandes drivers: a cooperação, a agenda da sustentabilidade, a agenda da inovação e da tecnologia e a inteligência artificial”.
E “a cooperação vale para as comunidades intermunicipais, para os municípios, para a Comissão, para os Governos e para um mundo cada vez mais perigoso e imprevisível – e o turismo tem essa capacidade de ser um elemento agregador da paz e, simultaneamente, de crescimento, de desenvolvimento e de distribuição de riqueza”.
“É uma indústria poderosa, capaz de capacitar, capaz de atrair e cada vez mais de posicionar e tornar relevante os nossos destinos e o nosso país, mas também tem que ser um elemento fundamental para a coesão do território e para o grau de satisfação das portuguesas e dos portugueses que recebem o turismo”, afirmou também Pedro Machado.
O representante do Governo terminou dizendo que “o Vê Portugal é um grito de afirmação da importância que tem o turismo interno, daquilo que são as suas marcas, os seus produtos, aldeias históricas, aldeias de montanha, tantas outras que são absolutamente subgéneras e diferenciadoras da marca Portugal e é simultaneamente também uma afirmação de um ADN, de uma identidade, que só nós, que só o turismo pode e deve expressar”.
O Fórum Vê Portugal decorre em Viseu entre os dias 1 e 3 de junho, contando com a participação de cerca de 700 pessoas.




















































