À mesa com… Chef Maurilhio Fernandes

À mesa com… Chef Maurilhio Fernandes

Categoria À mesa com, LifeStyle

O Chef Maurilhio Fernandes nasceu no dia 7 de janeiro de 1984 no Estado de Minas Gerais, no Brasil. Com várias formações, Maurilhio começou com o curso de Gastronomia tendo passado por Paris, onde obteve uma especialização em “pâtisserie” na Fernandi Paris: L’École Française de Gastronomie et de Management Hôtelier. Quando regressou a Belo Horizonte precisava de ganhar dinheiro e agarrou a oportunidade de ser “ajudante de cozinha”. Com mais de 18 anos de experiência, o primeiro trabalho como “Chef” foi em Belo Horizonte no restaurante “La Victória”. Atualmente assume a função na Taberna dos Ferreiros, em Lisboa, e o que mais o fascina é a “rotina eletrizante” e o “retorno imediato do meu trabalho”.

Qual o seu prato preferido … “Pato. Crio muitas variações com este ingrediente principal. Uma das minhas variações favoritas é o Magret de pato com molho de cerejas frescas”.

Qual o primeiro prato que cozinhou, quando e para quem … “O primeiro prato que preparei foi um Ossobuco de Vitela! Estava no meu primeiro emprego no restaurante ‘A Favorita’ em Belo Horizonte”.

Onde vai buscar inspiração para cozinhar … “O cliente é a sempre a minha maior inspiração. Primeiro procuro conhecer o conceito e inspiração do restaurante onde trabalho para fazer uma abordagem correta ao menu. Logo a seguir, estou atento ao perfil dos clientes que frequentam o restaurante, perceber as suas preferências, os seus gostos, as suas expressões e impressões. Após este estudo, adequo e confeciono sempre os meus pratos tendo como inspiração superior o cliente”.

Um restaurante a não perder e porquê … “Um restaurante a não perder é a Taberna dos Ferreiros. Uma proposta nova de taberna moderna que combina preço, qualidade e tradição”.

O último hotel onde esteve hospedado e que impressões ficaram … “O Hotel Albatroz em Cascais é simplesmente um excelente exemplo de um moderno boutique hotel de charme em plena Costa do Estoril, com uma localização privilegiada no centro de Cascais mesmo em cima do mar. Os quartos possuem um ambiente único em termos de decoração e vista. O facto de estar afastado do trânsito e da azáfama citadina, numa vila calma onde o amanhecer ainda se faz ao som do mar, cria um ambiente único”.

O que não pode faltar numa cozinha … “O que não pode faltar numa cozinha é o elemento humano – uma equipa bem treinada e dedicada, que todos os dias faz o seu melhor. Sem pessoas, uma cozinha não passa de um conjunto de panelas, equipamentos e utensílios. São as pessoas e as equipas que dão vida a uma cozinha”.

Quais os ingredientes que nunca faltam nos seus pratos … “O ingrediente que nunca falta nos meus pratos é um bom azeite”.

O que não pode faltar a um Chef para ter sucesso … “Um “chef” não pode perder a perseverança. A gastronomia é empírica, inventada na experimentação. Um “chef” de sucesso não deve deixar de testar, de ousar, de inovar e criar novas experiências para o paladar”.

O que prefere cozinhar: “A minha predileção são carnes. Por exemplo: bochechas de porco preto”.

Qual a melhor cozinha para si e porquê … ” Não existe a melhor cozinha. O melhor que a gastronomia pode proporcionar é a possibilidade de juntar todas as “cozinhas” no mesmo prato. Criar uma fusão de sabores, texturas, cores e experiências de várias partes do mundo, cujo resultado final seja agradável à vista e ao paladar. Este, para mim, é o segredo da melhor cozinha”.

Taberna dos Ferreiros
Maurilhio Fernandes assume a função de chef de cozinha na Taberna dos Ferreiros há 10 meses. Situada na Travessa dos Ferreiros a Belém, a Taberna dos Ferreiros tem capacidade para 34 comensais sentados e o atendimento é sempre personalizado num ambiente acolhedor e descontraído. A inspiração do chef baseia-se na confeção da cozinha mediterrânica e na qualidade dos produtos locais, procurando um conceito novo de taberna moderna. Juntamente com os seus quatro elementos, o Chef sugere como entrada os peixinhos da horta com molho de mostarda e cari, como prato principal a perna de pato assado no próprio molho, com arroz cremoso de cogumelos frescos e secos e redução de vinho do porto. Para sobremesa, o petit gateau.