“Abertura de fronteiras” poderá ser a “luz ao fundo do túnel” para a retoma da atividade

“Abertura de fronteiras” poderá ser a “luz ao fundo do túnel” para a retoma da atividade

Ainda são poucos os que veem uma “clara luz ao fundo do túnel”, algo muito desejado pelos empresários quando já se passaram dois meses após o confinamento decretado. A recuperação económica está ainda no início mas a questão coloca-se: “O que será esta luz que permitirá à atividade turística começar a planear o seu futuro?”. A interrogação foi feita por Pedro Chenrim, diretor da Ambitur e moderador do 3º Fórum de Turismo Visit Braga.

“Já vemos a luz ao fundo do túnel. Está longe mas já a vemos”, afirmou a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, salientando que “há umas semanas estávamos a discutir o encerramento das fronteiras e hoje discute-se a abertura das fronteiras” de uma “forma articulada. Neste momento, “já estão a ter lugar” negociações com a Comissão Europeia sobre este tema e, segundo a governante, no próximo dia 13 de maio, serão “aclaradas quais as regras que devem ser privilegiadas no que toca a operação aérea”. A partir daí, os “operadores aéreos vão começar a posicionar-se e a selecionar as suas rotas”, esperando que Portugal “esteja na linha da frente” no que toca à “angariação dessas rotas”. Aqui, a responsável está otimista até porque Portugal teve uma “resposta com qualidade no que toca à saúde pública”, acreditando que “nos vai ajudar a poder granjear este interesse por parte dos operadores aéreos”.

Rita Marques acredita que a entrada de turistas no país deve ser testada, isto é, que a atividade se vá abrindo de uma forma criativa, ainda que limitada. Para além disso, a abertura deve ser feita com confiança: “Temos que instigar confiança para que o setor se possa abrir”, afirma a governante. Já é sabido que o turismo vai mudar: “Temos que incitar a inovação e a criatividade”, atesta Rita Marques, ressaltando a necessidade de “sermos muito solidários para com o nosso turismo”, tal como o setor o foi durante a crise, desafiando para que “todos possam fazer as microférias cá dentro”.

“Não adianta dizer que tenho o país e os aeroportos abertos quando não posso voar”

O facto de Portugal já ser reconhecido como um país seguro leva Francisco Calheiros, presidente da Confederação de Turismo de Portugal (CTP), a notar que esta “responsabilidade sanitária” não se pode perder: “Há um interesse pelos alemães, ingleses e americanos por Portugal”, devido à gestão que foi feita para lidar com esta pandemia. “Não tenho dúvidas que mal se abra seremos os primeiros a ser visitados”.

Já sobre as medidas que a Comissão Europeia irá anunciar no próximo dia 13 de maio, são motivo para o presidente da CTP afirmar que “não adianta dizer que tenho o país e os aeroportos abertos quando não posso voar”.

Veja o Fórum aqui:

* O 3º Fórum de Turismo Visit Braga realizou-se na passada sexta-feira, dia 8 de maio, e debruçou-se sobre o tema “Os desafios pós-pandemia no turismo”. Foi uma iniciativa da Câmara Municipal de Braga, em parceria com a Associação Comercial de Braga e o Visit Braga, e teve como moderador Pedro Chenrim, diretor da Ambitur.