Açores: um paraíso erguido no Atlântico (fotogaleria)

Açores: um paraíso erguido no Atlântico (fotogaleria)

Pouco importa a altura do ano. Os Açores são um destino que nos deixa sempre sem palavras. Cenário de beleza intocável, vistas extasiantes, águas milagrosas, jardins românticos e antigos vulcões: os postais não mentem.

Ao planear esta viagem, a Ambitur teve o cuidado de incluir alguns clichés turísticos da ilha de São Miguel. Acabados de aterrar em Ponta Delgada, entramos noutro mundo. E não haveria maneira mais emocionante de circular pelos Açores durante os dois dias que temos pela frente. A bordo da imponente carrinha da LMJC – é assim que começa a nossa aventura.

Eis-nos, portanto, em Ginetes, na Ponta da Ferraria, rendidos às evidências: chegámos ao paraíso. A zona termal e balnear de águas quentes de nascentes vulcânicas, com propriedades terapêuticas, não passam despercebidas a quem visita este local. Ali mesmo, com vista para o mar, tem o restaurante Termas da Ferraria onde não faltam deliciosos pratos da cozinha açoriana.

Com estas últimas paisagens na mente, rumamos em direção à zona mais ocidental para uma paragem no Miradouro da Vista do Rei. A partir de lá, conseguimos observar a famosa Lagoa das Setes Cidades, adormecida dentro de uma enorme cratera vulcânica, o maior reservatório de água doce do arquipélago.

E se há atração que põe os Açores no mapa dos destinos mais fotogénicos são as lagoas verde e azul – que, a bem dizer, são apenas uma lagoa, dividida por uma ponte. Estamos no local que, reza a lenda, foi formado com as lágrimas derramadas por uma princesa e um pastor que viviam um amor proibido.

Aos pés da Lagoa das Sete Cidades, perdemo-nos com a vista da Lagoa de Santiago, emoldurada por um cenário verde, que mais verde não deve existir. É difícil afastar o olhar.

Perto do miradouro, a paisagem micaelenese abraça também o que sobrou do Montel Palace. Ali funcionou um dos mais luxosos hotéis cinco estrelas, encerrado desde 1990.

Entramos pela estrada da Cumeeiras para uma visita às impressionantes plantações de ananazes, na Fajã de Baixo, e uma prova do licor local. Este fruto exótico é produzido em estufas de vidro na A. Arruda, e, desde que se planta até estar pronto a consumir, são precisos dois anos.

É hora de jantar. Aberto no mesmo endereço desde 1908, somos guiados até ao Alcides, um restaurante muito especial que torna um naco de carne de vaca, temperada com muito alho e pimenta da ilha, num prato do mais guloso que há – qualidade da matéria-prima, há que acrescentar. Esta iguaria deve fazer-se acompanhar por uma cerveja Melo Abreu e bolo lêvedo, dois dos ex-líbris gastronómicos da ilha.

Mas aqui o melhor mesmo é o acordar. Ao segundo dia, saltamos da cama num ápice para o pequeno-almoço no Hotel Marina Atlântico, que nos calhou em sorte, em frente à marina, com vista para a montanha e o mar.

Depois de uma paragem no Miradouro de Santa Iria, seguimos rumo às plantações de chá da fábrica da Gorreana, únicas na Europa, que cultiva este produto desde 1883. Não resistimos a trazer connosco os afamados chás preto Orange Pekoe, preto Pekoe e verde.

O Parque Terra Nostra também é um programa obrigatório e um cenário único por aqui. Neste jardim existe um tanque de água termal, com uma temperatura superior a 30 graus, e mais de 2000 espécies de vegetação.

Nas mesas do restaurante do Hotel Terra Nostra é-nos servido o famoso cozido das Caldeiras, retirado da terra, produzido unicamente a partir do calor e vapor das borbulhantes fumarolas. Para que consiga ter uma noção do processo, desça até ao Vale das Furnas, onde se localiza a lagoa, conhecida pelo cheiro a enxofre – uma das evidências de vulcanismo.

Para o último jantar, não deixamos a ilha sem antes visitarmos o Anfiteatro, situado nas Portas do Mar, com vista para a baía de Ponta Delgada. E não é preciso muito para que nos cresça água na boca.

*A Ambitur esteve em São Miguel, nos Açores, a convite da Solférias

Este artigo foi publicado na edição 306 da Ambitur.