“Acreditamos que a partir de agosto já possa haver alguma retoma no mercado estrangeiro”

“Acreditamos que a partir de agosto já possa haver alguma retoma no mercado estrangeiro”

Categoria Advisor, Associativismo

Os sinais atuais são encorajadores para o Turismo do Centro que acredita que, a partir de junho, já se comecem a verificar sinais do início da retoma da atividade na região. Um recomeço que será certamente gradual e com origem no mercado interno: “Não é de um dia para o outro que os hotéis e restaurantes vão encher, muito menos com turistas estrangeiros”, disse o presidente da Turismo do Centro de Portugal (TCP), Pedro Machado, à Ambitur.pt.

Quem parece concordar com esta “expectativa” são os empresários da região, uma vez que “vários hotéis vão estar prontos para reabrir no início do mês de junho”, assim como a restauração, que iniciou a atividade já esta semana. No entanto, a retoma tão desejada só será mais “visível” em julho e agosto: “Estas projeções estão dependentes da evolução da pandemia”, atenta o responsável.

Embora haja a noção de que “alguns empresários não voltarão a iniciar a atividade” e que o setor “ainda demorará a ficar a 100%”, Pedro Machado calcula que, “em julho, o mais tardar, grande parte da atividade turística estará operacional e adaptada às novas circunstâncias”, oferecendo aos turistas as “melhores experiências” no Centro de Portugal com “segurança reforçada”. Além disso, os empresários estão a “fazer um enorme esforço para dotar as suas instalações de todas as condições de higiene e segurança”, sendo um “fator tranquilizante para quem os procura”, considera o dirigente.

O facto do Centro de Portugal dispor dos produtos turísticos “intactos e disponíveis” faz com que Pedro Machado acredite que os visitantes escolham “a região para descansar e viajar no período pós-Covid-19. (Eles) irão ter motivos para ficarem satisfeitos com a escolha”.

A procura do mercado nacional pela região Centro já é uma realidade: “Desde o Oeste à Serra da Estrela, são várias as unidades que reabrem a 1 de junho e que têm reservas” diz o dirigente, acrescentando que “muitas têm, não apenas confirmações, mas até, pedidos para reforçar o número de noites”. O interesse pela região vai mais longe, havendo “reservas, em especial dos mercados espanhol e alemão”, avança o responsável, referindo que o facto de Portugal estar a ser internacionalmente um “exemplo de boas práticas” no contexto da pandemia é “fundamental para os fluxos internacionais”. Se “não houver surpresas na evolução da pandemia”, as previsões de Pedro Machado são positivas: “Acreditamos que, a partir de agosto, já possa haver alguma retoma no mercado estrangeiro”.

Retoma da atividade traz nova campanha à região Centro de Portugal

Se há dois meses se pedia para que os portugueses ficassem em casa, agora “Chegou o Tempo”. A nova campanha promocional da região – “Chegou o Tempo” – já apresentada – tem como eixo principal “o posicionamento do Centro de Portugal como destino mais indicado para o turismo que vai surgir após a pandemia”, em que fatores como “saúde, distância social, ar puro e natureza” ganham cada vez mais preponderância, afirma Pedro Machado. Nesta “nova realidade” que se avizinha, o dirigente não tem dúvidas de que o Centro de Portugal tem “todas as razões” para estar nos “lugares cimeiros das preferências”. A mensagem que a campanha pretende transmitir é a que, “depois de meses muito difíceis, está a chegar a altura de voltar a sair e viajar” e “Visitar o Centro de Portugal como se fosse a primeira vez”.

E se “Chegou o Tempo”, é tempo de visitar o Centro de Portugal: “É uma região segura, com espaço a perder de vista, nada massificada, onde a menor densidade populacional se apresenta como uma vantagem”.