AHETA considera “manifestamente insuficiente” verba de 300 milhões de euros destinada ao Algarve

AHETA considera “manifestamente insuficiente” verba de 300 milhões de euros destinada ao Algarve

Categoria Advisor, Associativismo

O presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) considerou hoje  “manifestamente insuficiente” a verba de 300 milhões de euros destinada à região através de fundos da União Europeia (UE), devido à quebra no turismo, segundo a Lusa.

“Parece-me uma verba manifestamente insuficiente face à dimensão dos problemas que a região atravessa”, disse à Lusa Elidérico Viegas, argumentando que “não é suficiente para os investimentos públicos que são necessários fazer e para apoiar as empresas”.

Portugal vai arrecadar, com o orçamento da União Europeia (UE) a longo prazo e o Fundo de Recuperação, 45 mil milhões de euros em subsídios, destinando 300 milhões à região do Algarve, devido à quebra no turismo. No entanto, apesar de considerar que o plano específico para a região é uma medida “acertada”, o presidente da maior associação hoteleira no Algarve lembra que esta “é a zona do país mais afetada económica e socialmente” e que a verba de 300 milhões de euros representa menos de 0,7% do total aprovado para o país.

“Penso que o Algarve tem de ser dotado de acordo com o seu contributo para a riqueza do país”, defendeu. De acordo com o empresário, o montante a atribuir ao Algarve “tem de ser ajustado ao produto interno” de uma região na qual o turismo é a atividade económica principal.

Segundo o responsável, as quebras no setor são “enormíssimas”, tendo rondado os 100% em abril e maio e os 90% em junho. É expectável que o mês de julho termine com quebras na ordem dos 60%. Em agosto, a estimativa é de que o setor sofra uma quebra de 50%, que começará depois a aumentar a partir de setembro, com quebras de 60% a 70%. A partir de outubro esses valores deverão ser na ordem dos 90%.

“Estamos numa situação em que este plano específico para recuperar o turismo do Algarve exige uma definição de um conjunto de medidas excecionais, que se destinem, por um lado, a preservar postos de trabalho e, por outro, permitir às empresas a continuidade produtiva para a recuperação económica e social, que irá durar muitos anos”, concluiu.