A AHP – Associação da Hotelaria de Portugal apresentou hoje os resultados do seu inquérito “Balanço Carnaval e Perspetivas Páscoa 2026” . E Cristina Siza Vieira, vice-presidente executiva da associação, sublinhou que, em 2025, a taxa de ocupação, reservas e preço médio estavam bastante superiores ao que se verifica este ano.
A região da Madeira surge, uma vez mais, com um comportamento “muito acima da média nacional” que foi de 55% nas reservas on the books e de 132 euros de preço médio, destacando-se a região com um preço médio de 169 euros e reservas de 75%. O algarve também está a recuperar, mais ao nível das reservas (62%) do que do preço médio (108 euros), e há aqui alguma preocupação relativamente a este período de férias escolares (entre 27 de março e 12 de abril), embora para a responsável “a nossa convicção é de que vai melhorar ao longo desta semana”.
Grandes preocupações, no entanto, para as regiões do Oeste e Vale do Tejo, e dos Açores, onde as reservas estão ainda “muito aquém”, situando-se à data do inquérito (até 20 março) nos 39% e 51%, respetivamente.
Quando questionados sobre quais os três principais mercados para este período, 75% dos hoteleiros que responderam ao inquérito apontam Portugal, 53% Espanha e 39% Reino Unido. Cristina Siza Vieira aponta aqui “uma queda violenta dos mercados asiáticos”, com a China ou a Coreia do Sul a desaparecerem do radar. Por sua vez, os EUA ainda surgem com algum relevo, para 28% dos inquiridos, e sobretudo na Grande Lisboa, Norte e Madeira. Tirando estas exceções, são os mercados europeus que dominam, sem grandes surpresas.
Ao nível da perceção, 57% dos inquiridos consideram que a estada média irá manter-se inalterada e ao nível dos proveitos totais, 42% acreditam que serão melhores ou muito melhores, com 38% a afirmarem que serão piores ou muito piores.
Focando-se no fim-de-semana de 3 a 5 de abril, a AHP considera que “no todo nacional não estávamos mal” e admite que “estamos na expectativa do que pode haver de impacto no transporte aéreo para mercados internacionais”. Os campeões neste período específico são a Madeira, ao nível da taxa de ocupação e preço médio, e é identificado um “comportamento interessante” no Alentejo e na Grande Lisboa. “A taxa de ocupação vai mexer seguramente e também estamos em crer que o preço vai subir, mas com prudência”, afirma Cristina Siza Vieira.
Entre 3e 5 de abril os principais mercados sofreram alterações nos EUA, que desceram de 38% neste período para 22% dos inquiridos agora. “Há um claro abrandamento do mercado americano nas intenções para a Páscoa e o verão”, refere a responsável. E, uma vez mais, China e Coreia do Sul desaparecem do radar.
Ao nível dos indicadores de perceção sobre a estada média, verifica-se um quase empate entre o melhor e o muito melhor, e o pior e muito pior. Nos proveitos totais, 54% dos inquiridos afirma que serão melhores ou muito melhores, e 27% piores ou muito piores.
A AHP analisou ainda os canais de reserva, observando que o email direto subiu de 17% para 24%, e o website próprio continua com uma boa performance. No último inquérito, a Expedia já era apontada como um dos três principais canais e este ano ganhou quota de mercado (45%). A Booking.com continua dominante (96%) em todas as regiões, estando a 100% para as regiões Centro, Madeira e Península de Setúbal.
No que diz respeito às reservas, 24% dos inquiridos admitem aumento dos cancelamentos ou abrandamento de novas reservas, enquanto que para 60% o ritmo se mantém. Setúbal, sobretudo, mas também os Açores, observam cancelamentos ou abrandamento das reservas, mas o Alentejo e a Madeira notam aceleração.
Por Inês Gromicho




















































