A AHP apresentou ontem os resultados do inquérito ““Balanço Páscoa & Perspetivas Verão 2026”, e Cristina Siza Vieira, vice-presidente executiva da Associação da Hotelaria de Portugal, adiantou que face a 2025, a taxa de ocupação registada na Páscoa, que decorreu no fim-de-semana de 3 a 5 de abril, foi positiva em termos nacionais, subindo de 75% para 77%. No entanto, alertou que houve “sinais de pressão”, sobretudo na região da Grande Lisboa, onde a ocupação aumentou 1% para 81% mas não isso conseguiu impedir a queda no RevPAR (de 138 para 131 euros) nem a descida do preço médio (de 171 para 161 euros).
A média nacional ao nível do ARR diminuiu de 145 para 143 euros e o RevPAR conseguiu subir de 109 para 110 euros. A taxa de ocupação cresceu em praticamente todas as regiões, à exceção dos Açores (de 69% para 62%) e da Madeira (de 85% para 79%), tendo permanecido estável na região Centro (65%). Já o preço médio (ARR) caiu no Norte, Centro, Grande Lisboa e Açores. O RevPAR, por sua vez, registou uma quebra nas regiões do Centro, Grande Lisboa e Açores, tendo aumentado nas restantes regiões.
houve “sinais de pressão”, sobretudo na região da Grande Lisboa, onde a ocupação aumentou 1% para 81% mas não isso conseguiu impedir a queda no RevPAR (de 138 para 131 euros) nem a descida do preço médio (de 171 para 161 euros)
Em termos de estada média, o inquérito da AHP indica que não houve surpresas e, para 61% dos inquiridos, manteve-se igual, sendo que 23% considera que foi melhor e 15% pior.
Já nos proveitos totais, Cristina Siza Vieira admite que os resultados foram “interessantes” pois 41% dos inquiridos afirmaram que foram melhores, tendo 9% garantido que foram mesmo muito melhores. Mas 31% registaram um resultado pior do que no mesmo período de 2025.
No que se refere aos três principais mercados apontados pelos associados que participaram neste inquérito, registou-se uma descida de dois pontos percentuais relativamente àqueles que apontam Portugal como estando neste Top 3 – de 78% em 2025 passou para 76% este ano. O mercado espanhol, por sua vez, aumentou, sendo que 49% (face a 43% no ano passado) dos inquiridos o apontou como um dos três principais, assim como Reino Unido, onde 48% (face a 47%) consideraram que esteve no Top 3. Os EUA também registaram um crescimento, passando dos 38% para os 45% dos inquiridos a considerá-lo um dos principais mercados emissores.
Por regiões, praticamente todas as regiões consideram que Portugal foi o principal mercado emissor, à exceção da Grande Lisboa, Madeira e Algarve.
registou-se uma descida de dois pontos percentuais relativamente àqueles que apontam Portugal como estando neste Top 3 – de 78% em 2025 passou para 76% este ano
Numa análise ao contexto económico e geopolítico de 2026, a AHP quis perceber o impacto nas reservas dos hotéis comparando a taxa de cancelamento no fim-de-semana da Páscoa de 2025 e 2026. A verdade é que a maioria dos hoteleiros inquiridos não apontou grandes variações – 43% respondeu “igual”. Centro, Madeira e Norte foram as regiões onde mais hoteleiros notaram aumento da taxa de cancelamento. Já nas regiões do Alentejo e Algarve foram onde mais hoteleiros notaram redução.
Na avaliação das reservas last minute, Madeira, Oeste e Vale do Tejo, Norte e Grande Lisboa foram as regiões onde mais hoteleiros notaram aumento. Já nas regiões dos Açores e da Península de Setúbal foram onde mais hoteleiros notaram redução.
Por Inês Gromicho
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