AHP Tourism Monitors: Taxa de Ocupação cresce na Costa Azul e Alentejo

AHP Tourism Monitors: Taxa de Ocupação cresce na Costa Azul e Alentejo

De acordo com o AHP Tourism Monitors, o mês de maio de 2018 registou um crescimento a dois dígitos no ARR (11%) e no RevPAR (10%), com a Taxa de Ocupação a registar um decréscimo de 0,6 pontos percentuais (p.p.).

Em maio de 2018, a taxa de ocupação-quarto a nível nacional atingiu os 79%. Por destinos turísticos, Lisboa (89%), Porto (88%) e Madeira (84%) registaram as taxas de ocupação mais elevadas. As categorias quatro e três estrelas registaram uma quebra ligeira de 1,8 p.p. e de 0,3 p.p.

O ARR fixou-se nos 97€, mais 11% do que em igual período do ano passado. Lisboa foi o destino que registou uma melhor performance (136€), seguida do Grande Porto (101€) e de Estoril/Sintra (95€). De destacar o crescimento de 19% e 14% nas três e quatro estrelas, respetivamente.

O RevPAR foi de 76€, com um aumento de 10%, com a Costa Azul (41%), Alentejo (33%) e Lisboa (17%) a registarem o maior crescimento em termos de variação. A estada média registou uma quebra de 2%, fixando-se nos 1,90 dias. Essa quebra apenas não se verificou nas três estrelas, onde cresceu 3%.

Cristina Siza Vieira, presidente executiva da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), afirma: “Este é um ano de consolidação na hotelaria, tivemos três anos de crescimento acelerado e agora estamos a assistir a uma estabilização da taxa de ocupação e a um crescimento sustentado do preço médio por quarto ocupado e do RevPAR.”

“Naturalmente que nos traz alguma preocupação os destinos que estão em queda na taxa de ocupação desde o início do ano, uns porque tiveram um 2017 muito forte, como é o caso de Leiria/Fátima/Templários com a vinda do Papa; outros, como a Madeira e o Algarve, porque, como temos vindo a afirmar, se têm ressentido com a quebra de mercados como o inglês e o alemão, com as rotas que não foram repostas após a falência de companhias aéreas que ali operavam e a concorrência de outros destinos; e os Açores que, por um lado, teve grande procura no seguimento da abertura do espaço aéreo a companhias low cost e agora estão a ressentir-se da falência de algumas companhias aéreas e, por outro, porque houve um aumento significativo da oferta de Alojamento Local na região. Ainda assim as expectativas para o verão são muito positivas”, acrescenta.

Destinos Turísticos 

Minho

Em maio de 2018, a taxa de ocupação quarto foi de 63%, revelando uma subida de 1,2 p.p. face ao período homólogo. Os preços médios por quarto ocupado registam um crescimento de 2%, face a maio de 2017, e o RevPAR fixou-se nos 37€.

Grande Porto

O preço médio por quarto ocupado no destino Grande Porto apresentou, face ao período homólogo, uma variação positiva de 10% no RevPar e o ARR fixou-se nos 101€. A taxa de ocupação quarto foi de 88%, menos 0,5 p.p. do que em maio de 2017.

Beiras

No destino turístico Beiras o ARR fixou-se nos 60€ e o RevPAR cresceu 13% face ao período homólogo. A taxa de ocupação quarto atingiu os 57%, mais 1,5 p.p. do que em maio de 2017.

Coimbra

As unidades hoteleiras de Coimbra apresentaram uma taxa de ocupação quarto de 78%, o que representa uma quebra homóloga de 2,4 p.p. Destaque ainda para o preço médio por quarto ocupado de 62€ e para a quebra de 3% no RevPAR. Neste destino, TO e RevPAR registaram uma quebra nos meses de abril e maio.

Oeste

A taxa de ocupação quarto foi de 61%, evidenciando uma subida de 3,6 p.p. face a maio de 2017. No mesmo período o ARR – Preço médio por quarto ocupado fixou-se nos 70€, enquanto o RevPar cresceu 9% face a maio do ano anterior.

Leiria/Fátima/Templários

Destaque neste destino para a quebra da taxa de ocupação quarto em 7,8 p.p., face ao período homólogo, atingindo os 56%. O ARR – Preço médio por quarto ocupado foi de 60€ e o RevPar desceu 19%. A taxa de ocupação tem estado “no vermelho” desde o início do ano.

Estoril/Sintra 

A hotelaria do destino Estoril/Sintra apresenta variações negativas de 3,3 p.p. na taxa de ocupação quarto, fixada em 79,1%, e positivas no RevPar, que atingiu os 75€, no ARR – Preço médio por quarto ocupado que cresceu 12%, face ao período homólogo.

Lisboa

No mês de maio de 2018, o destino turístico Lisboa registou uma taxa de ocupação quarto de 89%, revelando uma subida de 0,1 p.p. face a maio de 2017. O RevPar cresceu 17%, face ao período homólogo. Enquanto o ARR – Preço médio por quarto ocupado se fixou nos 136€.

Costa Azul

As unidades hoteleiras deste destino apresentaram, no mês de maio, um ARR – Preço médio por quarto ocupado de 71€. A taxa de ocupação quarto foi de 78% mais 9,6 p.p. e o RevPar obteve um aumento de 41%.

Alentejo

Os hotéis deste destino apresentaram no mês de maio uma taxa de ocupação quarto de 72%, mais 10,7 p.p., e um RevPar de 51€. O ARR – Preço médio por quarto ocupado evidenciou uma subida de 13%, face ao período homólogo anterior.

Algarve

A  taxa de ocupação quarto no Algarve foi de 71%, menos 1,3 p.p. face ao mês homólogo de 2017. A taxa de ocupação quarto, quando comparada por zonas, foi superior no Algarve Centro (72%), face ao Algarve Sotavento (70%) e ao Algarve Barlavento (70%). O ARR – Preço médio por quarto ocupado foi, em maio de 2018, de 85€ e o RevPar cresceu 5,6%.

Madeira

O destino turístico Madeira apresentou uma taxa de ocupação quarto de 84%, menos 2,7 p.p., face a maio de 2017. O preço médio por quarto ocupado fixou-se nos 74€ e o RevPar evidenciou um crescimento 2%.

Açores

A Hotelaria dos Açores registou, em maio de 2018, uma taxa de ocupação quarto de 68%, menos 5,3 p.p. do que no período homólogo anterior. O ARR – Preço médio por quarto ocupado foi de 60€ e o RevPAR caiu 10% face ao mesmo mês do ano anterior.

Eurovisão

Num inquérito realizado junto dos hoteleiros da Região de Lisboa verificou-se que nos dias do Eurofestival da Canção (8 a 12 de maio) a taxa de ocupação foi de 93% na cidade de Lisboa e de 91% na área metropolitana de Lisboa. Quando analisamos o preço médio por quarto ocupado, na cidade de Lisboa fixou-se nos 173€ e na A.M. Lisboa em 154€.