Alojamento, agentes de viagens e restauração: setores de impacto máximo da Covid-19

Alojamento, agentes de viagens e restauração: setores de impacto máximo da Covid-19

São mais de 130 mil empresas em Portugal com elevado grau de exposição aos efeitos económicos da pandemia da Covid-19, de acordo com a conclusão da Informa D&B que, numa análise, a que o Negócios teve acesso, conclui que do universo empresarial de 425 mil sociedades, apenas 77 mil estarão com nível de exposição baixo. Se às sociedades comerciais se juntarem os empresários em nome individual então o impacto máximo será sentido em mais de 210 mil, sendo que 114 mil terão exposição baixa.

Neste contexto, o alojamento e a restauração são os setores de impacto máximo da Covid-19 e, dentro deste grande grupo, a exposição será sentida, na sua totalidade, na hotelaria e turismo rural; alojamento de curta duração; cafés e pastelarias e bebidas.

Além da restauração e alojamento, é no retalho, nos transportes e serviços gerais que o impacto será mais profundo. O turismo é o fio condutor de alguns destes subsetores, arrastando-os para uma situação difícil. Em Portugal, o turismo pesa cerca de 14% para o PIB nacional. Desde que o Estado de Emergência foi decretado e houve restrições de viagens que o setor praticamente parou, tanto ao nível da hotelaria, como dos transportes, de serviços gerais como agências de viagens ou operadores turísticos. É pelo efeito da queda no turismo que a Informa D&B verifica uma percentagem superior de entidades com impacto elevado na Madeira e Algarve. Este impacto, admite a D&B, irá prolongar-se no tempo. “É expectável que a paralisação da atividade se prolongue nos próximos meses”, realça a entidade que fez a análise.