Amadeus: ocupação dos hotéis atinge dois terços dos níveis pré-pandemia em abril de 2021

Amadeus: ocupação dos hotéis atinge dois terços dos níveis pré-pandemia em abril de 2021

O novo relatório “Rebuilding Hospitality: Trends in Demand, Data and Technology That are Driving Recovery” da Amadeus indica que a taxa de ocupação dos hotéis a nível mundial aumentou de 31% em janeiro de 2021 para 46% em abril de 2021. A China e a América do Norte estão a liderar este crescimento, registando níveis de 62% e 51%, respetivamente, durante esse mês.

Desde o início da pandemia, os hoteleiros tiveram de repensar muitos aspetos do seu negócio para acomodar novos procedimentos de segurança, necessidades diferentes da parte dos hóspedes e sobreviver num ambiente operacional extremamente complexo. Esta nova pesquisa da Amadeus revela até que ponto a indústria da hospitalidade se adaptou, bem como as tendências que os hoteleiros pensam que deverão permanecer assim que a retoma avançar.

Os dados da ferramenta Amadeus Demand360 revelam que os níveis de ocupação dos hotéis estão agora numa trajetória ascendente. A ocupação mundial atingiu os 46% em abril de 2021, subindo de apenas 13% em abril de 2020. Isto significa que a taxa de ocupação global tinge dois terços dos níveis pré-pandémicos de cerca de 70% durante este período.

Os dados também indicam que os intervalos de reserva estão a esticar, revelando uma crescente confiança por parte do consumidor em planear com antecipação. Durante grande parte do ano passado, quase todas as reservas a nível mundial faziam-se entre 0-7 dias da viagem. Nas últimas semanas, as reservas feitas no próprio dia da viagem, que são as mais problemáticas para a gestão hoteleira, diminuíram de uma forma flobal de 39% na primeira semana de 2021 para 23% na semana de 25 de abril, e as reservas entre 31-60 dias aumentaram de 6% na primeira semana de 2021 para 11% na semana de 25 de abril de 2021.

O estudo indica ainda um otimismo cada vez mais crescente com 30% dos hoteleiros a anteciparem abrir uma ou várias unidades em 2021.

Os viajantes de lazer estão a liderar a recuperação. A maioria (63%) dos hoteleiros a nível mundial pensam que as viagens de lazer vão liderar a recuperação com o lazer doméstico a ser de longe o principal contribuinte (45%). Além disso, os dados da Amadeus dizem que os EUA; China e o resto da Ásia estão a começar a ver um aumento no volume de reservas através das OTA’s, mudando o foco de uma dependência das reservas diretas durante a pandemia.

Segundo a Amadeus, o recrutamento será uma prioridade: mais de metade (59%) dos hoteleiros prevêem que vão precisar de contratar novos colaboradores em 2021.

Já a opinião sobre os passaportes de vacinação dividiu hoteleiros. Mais de metade dos hoteleiros asiáticos afirmam estar a considerar pedir passaportes de vacinação antes de permitir que os hóspedes se alojem, e praticamente metade dos hoteleiros nas Américas dizem que não vão adotar esta abordagem. Na região da EMEA, quase metade dos hoteleiros estão com dúvidas sobre que estratégia adotar.

No que diz respeito a outros elementos pandémicos que vão permanecer a longo prazo, o relatório revela:

– Medidas de higiene melhoradas estão para ficar: Um terço (32%) dos hoteleiros pensa que vão sempre necessitar de medidas de distanciamento social e de higienização;
– Redução do contacto com o hóspede a longo prazo e limpezas: 20% dos hoteleiros indicam que vão manter a interação entre pessoal e hóspedes ao mínimo necessário a longo prazo, e 21% planeiam reduzir as limpezas os quartos diárias.
– Mais de um quarto dos inquiridos (30%) afirmam que tecnologia contactless para apoiar experiências personalizadas foi um dos progressos na hotelaria que mais apreciaram. Cerca de um em cada quatro hoteleiros (24%) dizem ir recorrer à tecnologia para apoiar experiências personalizadas garantindo que o “toque humano” da hospitalidade não se perde.