Amadeus Portugal defende que um dos motores do NDC é a personalização

Amadeus Portugal defende que um dos motores do NDC é a personalização

A 2.ª edição do Amadeus Technology & Innovation Forum teve lugar ontem, no Planetário Calouste Gulbenkian, em Lisboa. As “boas vindas” foram dadas por Cláudio Figueiredo dos Santos, diretor comercial da Amadeus Portugal, que realçou a importância da personalização na indústria da inovação e tecnologia.

Cláudio Figueiredo dos Santos começou por refletir acerca do desafio que é criar novas tecnologias, nomeadamente, a velocidade com que elas são adoptadas e, posteriormente, descartadas: “As novas tecnologias têm um ciclo de adoção cada vez mais rápido. A velocidade de deixar de adotar algumas tecnologias e algumas aplicações também é impressionante. E se propomos a um cliente ou usuário algo que não tem valor aquilo é rapidamente descartado”.

O desafio torna-se ainda maior quando se tenta atrair aos millennials, cuja influência está a crescer, afirma o diretor comercial. “É um grupo que tem cada vez mais capacidade e poder de compra. E que tem expectativas totalmente distintas das gerações anteriores. São muito mais informados, muito mais exigentes, muito mais confortáveis no uso da tecnologia”.

Para o responsável, as empresas devem reinventar-se para competir neste “novo mundo” sendo uma questão de tentativa e erro, que é “um dos combustíveis da inovação”. “Se nós temos medo de errar, a nossa capacidade de inovar fica limitada”, assegura.

A “grande expectativa” da personalização

O diretor comercial da Amadeus Portugal garante que uma das grandes expectativas e um dos motores por detrás do NDC (New Distribution Capability) é a personalização: “Queremos que as ofertas que chegam até nós sejam direcionadas para aquilo que nós queremos, para aquilo que pensamos, e baseadas na informação que compartilhamos”.

Acerca da nova diretiva de proteção de dados, Cláudio Figueiredo dos Santos acredita que “as pessoas vão pensar duas vezes antes de compartilhar a sua informação” e que as empresas só têm de saber tratar os dados dos seus clientes, de forma a transformar essa informação em “conteúdo que essas pessoas querem consumir”, sem fazer spam.

Outra questão que se coloca é “olhar a viagem, além da viagem”, com a tecnologia a ter um papel preponderante para o efeito. Alguns exemplos são: o desenvolvimento e implementação de Chatbots (como a “Amanda” da Amadeus); a possibilidade de promover destinos turísticos através da realidade virtual; investir na área dos aeroportos, como o recurso a tecnologias de inteligência artificial aplicada aos vídeos em direto para controlo do fluxo de passageiros e o uso do telemóvel como “porta de entrada” para diversos momentos da viagem, nos aeroportos e hotéis.

Além do diretor comercial, outros profissionais do “universo” Amadeus e não só, deixaram o seu contributo, sobre os mais diversos temas da atualidade tecnológica. Clare Bono, head of Product & Innovation do Grupo Amadeus, falou acerca da NDC; Francisco Romero, head of Open Innovation Programs, sobre a 4.ª revolução industrial e as tendências da tecnologia; Gina Camacho, customer service manager SPOC & PMO, South LATAM & SAM, deu a conhecer o Amadeus Chatbot – Amanda e, finalmente, o surfista Hugo Vau deixou o testemunho de como a tecnologia é importante em diferentes setores, incluindo no surf.