ANA Aeroportos: Ausência de medidas “vinculativas” e “claras” afeta a confiança do passageiro

ANA Aeroportos: Ausência de medidas “vinculativas” e “claras” afeta a confiança do passageiro

Categoria Business, Transportes

Que medidas de segurança vão ser impostas nos aeroportos? Esta foi uma das questões levantadas pelos participantes, ao longo do webinar “Lisboa no Horizonte”, promovido pela Ambitur e que teve o apoio da Entidade Regional de Turismo de Lisboa (ERT de Lisboa).

A questão das medidas de segurança prende-se com as preocupações da ANA Aeroportos em termos de “retoma da confiança” e da “capacidade que temos em passar a mensagem de que viajar não é um martírio”. Para tal, as infraestruturas aeroportuárias têm que assegurar um “conjunto de medidas” que não comprometam a “vontade” que existe em viajar nem a “segurança”, afirma Francisco Pita CCO da ANA Aeroportos de Portugal.

Relativamente aos aeroportos geridos pela ANA, o responsável esclarece que “ainda não há diretivas a nível internacional” sobre as medidas a adotar para o transporte aéreo. A ausência de medidas “vinculativas” e “claras” sobre aquilo que é exigido ao passageiro “afeta” a sua confiança: “Recebemos chamadas de pessoas que têm necessidade de viajar e que querem tentar perceber as condições”, exemplifica, acrescentando que o cenário atual é o de “cada aeroporto ou companhia aérea colocar as medidas que considera ser adequadas”, afirma.

No caso específico da ANA Aeroportos, está a ser aplicado um conjunto de práticas “adequadas e proporcionais” à situação atual e com base em “conhecimento científico e tecnológico que existe”, assegura Francisco Pita, destacando o “uso de máscara obrigatório nos aeroportos” ou, no caso do staff, é “complementado com o uso de viseira de proteção”. Também estão a ser feitos investimentos em “processos” que os tornem “contactless”, minimizando o “contacto físico” sempre que possível, e uma “forte aposta na limpeza e desinfeção”, recorrendo às novas tecnologias como os ultravioletas ou aerossóis. “A conjugação destas medidas parece ser aquilo que nos permite transmitir a mensagem de confiança e garantir que estamos seguros”, remata.