APAVT: “As principais agências apontam negócios na ordem dos 30%” durante o verão no Algarve

APAVT: “As principais agências apontam negócios na ordem dos 30%” durante o verão no Algarve

O presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), Pedro Costa Ferreira, defende que esta é uma “crise maior para as grandes empresas” e principais regiões que lideram o “encontro entre a oferta e a procura” turística, como é o caso do Algarve, e avança que as agências de viagens apontam ocupações de 30% durante o verão no Algarve.

Segundo a análise de Pedro Costa Ferreira, durante o webinar da Ambitur “Algarve no Horizonte”, que teve lugar ontem, com o apoio da Região de Turismo do Algarve, esta é uma crise com “características muito especiais” na medida em que é fruto de uma “disrupção entre uma oferta de saúde e uma procura que estava também com saúde” e da “interrupção dos canais globais de fornecimento”.

Deste modo, “não é uma crise dos mais fracos e das pequenas empresas” mas, pelo contrário, “uma crise maior para as grandes empresas, para quem lidera o encontro entre a oferta e a procura”. O presidente da APAVT conclui então que “é muito mais uma crise de Lisboa, Porto e do Algarve, do que do Alentejo, Centro ou Norte” do país. E, no caso do Algarve, “o desafio é provavelmente o maior de todos” porque “lidera do ponto de vista turístico e era o maior campo de encontro entre a oferta e a procura” antes da crise.

Além disso, o Algarve é a “região que mais depende do turismo” e da “mobilidade internacional”, que será a “última a entrar em cena na resolução desta crise”, reflete. Pedro Costa Ferreira acrescenta que, recentemente, foi publicado um ranking acerca da vulnerabilidade das regiões aos efeitos económicos e sociais da Covid-19 e que não é por acaso que a região do Algarve surge em primeiro lugar.

Na sua opinião, o maior desafio é “manter uma estrutura que vinha tendo êxito e que liderava do ponto de vista do turismo português” até porque, segundo o próprio, “estamos a falar na melhor das hipóteses em ocupações ou níveis de negócio de 30% e quebras de 70% que nunca tínhamos vivido”, durante os meses de verão no Algarve.