APECATE: “Só a multiplicação de bons exemplos e a abordagem sem alarmismos fará com que os eventos regressem em força”

APECATE: “Só a multiplicação de bons exemplos e a abordagem sem alarmismos fará com que os eventos regressem em força”

Categoria Advisor, Associativismo

A APECATE – Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos vem hoje “esclarecer a sua posição sobre a realização de eventos, independentemente da sua dimensão, natureza e característica, sendo de cariz desportivo, cultural, institucional ou outro”, em comunicado.

António Marques Vidal, presidente da APECATE, salienta que “o setor dos eventos é um dos que maior impacto negativo tem tido com a crise da Covid 19” e que “desde março repetidamente anunciamos que fomos o primeiro a fechar, e seremos certamente o último a abrir na sua plenitude”.

Desde então, a Associação tem “desenvolvido todo um trabalho para minorar os impactos” e, desde que foi anunciada pelo Governo a abertura do setor a partir de 1 de junho, “trabalhamos nas linhas de orientação para que essa abertura fosse possível no estrito cumprimento de regras, que pudessem ser cumpridas por todos os agentes (organizadores clientes, parceiros, participantes)”. A APECATE elaborou até um Manual de Boas Práticas mas “desde essa data que aguardamos por um entendimento claro da DGS”, revela António Marques Vidal.

O presidente vai mais longe: “Apesar de reivindicarmos orientações específicas e claras para o setor, o que tem ocorrido é uma análise casuística de situações, com orientações que divergem conforme a análise, a visibilidade política, social e o maior ou menor impacto que o evento em causa poderá suscitar.”

Assim, a APECATE pretende “claramente afirmar, que apoiamos a organização e a realização de eventos; que a sua concretização tem de ser efetuada no estrito cumprimento das regras sanitárias, mas também no estrito cumprimento de todas as outras regras (que por estes dias não parecem ser uma prioridade): planeamento adequado, segurança, legalidade, gestão de risco, impacto ambiental, satisfação do objetivos, entre outras”.

António Marques Vidal comenta que “acreditamos que a abertura dos eventos desportivos, culturais, corporativos, com regras claras, são a fórmula para incentivar o crescimento do setor e trazer mais confiança a clientes e participantes. Só a multiplicação de bons exemplos e a abordagem sem alarmismos dos mesmos, fará com que os eventos regressem em força”. Para isso, a APECATE apoia as medidas do Turismo de Portugal no “reforço do posicionamento internacional de Portugal na captação de eventos” além de apresentar contributos para a “mudança de paradigma nos fundos de captação de eventos, valorizando outras dimensões da nossa oferta que não apenas o número de dormidas”.

Por fim,  “a APECATE continuará determinada e resiliente a apoiar os nossos associados” assim como “combateremos determinados, os que pretendem simplesmente difamar um setor que contribuiu nos últimos anos para o crescimento económico do País, para a sua afirmação internacional e que é responsável por milhares de postos de trabalho que estão neste momento em perigo”.