ARAC prevê quebras de faturação na ordem dos 80% em 2020

ARAC prevê quebras de faturação na ordem dos 80% em 2020

Categoria Advisor, Associativismo

A Ambitur.pt tem vindo a auscultar as várias associações nacionais no sentido de saber qual a atual situação dos seus associados perante a pandemia da Covid-19. Em mais uma ronda, Joaquim Robalo de Almeida, secretário-geral da ARAC – Associação dos Industriais de Aluguer de Automóveis sem Condutor, recorda que os estabelecimentos/ estações de aluguer das empresas de rent-a-car nunca foram obrigados a encerrar, embora o aluguer de viaturas de passageiros sem condutor tenha ficado muito limitado durante o período do Estado de Emergência. Mas, encontrando-se o aluguer de veículos de passageiros sem condutor limitado, as empresas que se dedicam exclusivamente ou essencialmente ao aluguer turístico, nomeadamente no Algarve, foram forçadas a encerrar as suas estações. O responsável acredita que muitas empresas vão continuar encerradas, prevendo-se a sua abertura quando existirem fluxos de turismo, nomeadamente estrangeiro.

O responsável associativo prevê que, este ano, a quebra de faturação na atividade de rent-a-car seja de 80%, caso não se registem alterações significativas nos próximos meses. Recorde-se que, em 2019, a faturação atingiu os 691 milhões de euros.

Entretanto, “um número significativo de empresas” já recorreu às linhas de crédito disponibilizadas pelo Governo. Mas Joaquim Robalo de Almeida aponta que estas medidas “continuam a não ter o reflexo desejado na tesouraria das empresas”. E defende que se “criem e adotem as medidas consideradas necessárias de forma a aumentar a capacidade de financiamento dos países europeus com a aplicação de taxas (preferencialmente zero) baixas a aplicar sobretudo aos países em situação mais débil”.

Já a nível laboral, a ARAC entende que, tendo em conta o quadro de incerteza vivido, sobretudo na área do turismo, onde o rent-a-car se enquadra e tem a sua maior quota de mercado, “não estará o setor representado pela ARAC em condições de, em 30 de junho, retomar a atividade com a manutenção dos postos de trabalho atualmente existentes”, e defende assim que “será da maior importância a prorrogação por mais três meses da medida do lay-off simplificado”.

Por sua vez, em matéria fiscal, a associação afirma que continua “sem ter resposta aos pedidos de isenção do PEC – Pagamento Especial por Conta e PPP – Pagamento por Conta em sede de IRC, e ao pedido de dilação do pagamento do IUC – Imposto Único de Circulação, o qual não se entende que não seja atendido numa época de forte recessão para o setor, com mais de 80% da frota das empresas parada e sem por isso gerar qualquer proveito para as empresas”, acusa o dirigente associativo.

Para prestar apoio diário aos associados, a ARAC criou soluções adequadas com a ajuda dos Gabinetes Jurídico e de Assuntos Económicos. “Na ARAC, estamos cada vez mais próximos e unidos, com o foco e a dedicação de todos os colaboradores no apoio às empresas associadas. Nos últimos dois meses, o mundo mudou e entendemos que no rent-a-car como na vida deveremos estar cada vez mais unidos”, refere Joaquim Robalo de Almeida.