#Associações: “A prioridade das prioridades vai para o mercado interno”

#Associações: “A prioridade das prioridades vai para o mercado interno”

Categoria Advisor, Associativismo

Continuando a acompanhar a situação do setor perante a pandemia da Covid-19, impõe-se agora perceber como está a ser feito o desconfinamento de empresas. Ambitur.pt volta assim a falar com as associações para conhecer a realidade dos seus setores.

Elidérico Viegas, presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), reconhece que esta abertura vem acompanhada de um sentimento de frustração, por um lado, “face à incapacidade de enfrentar com sucesso uma situação que ninguém controla nem domina” e, por outro lado, de “profunda desilusão, atendendo à quebra abrupta das expectativas bastante positivas do setor empresarial para o ano turístico”.

Na verdade, segundo dados da AHETA, mais de 75% dos hotéis e empreendimentos turísticos do Algarve irão reabrir durante este mês de junho, principalmente na segunda quinzena, e depois na primeira semana de julho, na sequência da retoma de alguns voos anunciados pelas principais companhias aéreas que operam no Aeroporto de Faro, bem como das solicitações de muitos turistas estrangeiros que pretendem passar férias nesta região já este verão. Também se espera que os turistas portugueses procurem a região para as suas férias, até porque as viagens para o exterior estão muito condicionadas e serão fortemente reduzidas, explica o dirigente associativo.

A nível de clientes, Elidérico Viegas não tem dúvidas de que “a prioridade das prioridades vai para o mercado interno”, até porque o Algarve já é o destino natural dos portugueses ao longo do ano, sobretudo em época alta, altura em que “são maioritários, também em número de dormidas”. A associação indica que os clientes nacionais representam cerca de um terço das dormidas totais registadas na oferta turística classificada oficialmente na região do Algarve.

Mas claro que medidas e apoios estatais, quer de ordem financeira para fazer face às necessidades de tesouraria das empresas, como de natureza fiscal em matéria de isenção de alguns impostos, ou através do diferimento de pagamentos e outras moratórias, incluindo a atribuição de subvenções a fundo perdido, serão essenciais para “viabilizar as empresas em maiores dificuldades, confrontadas com quebras históricas no volume de negócios, uma consequência direta e evidente resultante da paragem total da atividade nos últimos dois/três meses”, alerta Elidérico Viegas.