Aumento de voos em agosto obriga ao uso de máscara na ilha da Madeira

Aumento de voos em agosto obriga ao uso de máscara na ilha da Madeira

Categoria Advisor, Associativismo

Como medida de prevenção face ao maior fluxo de voos para a ilha da Madeira, torna-se obrigatório a partir de 1 de agosto o uso de máscara em espaços públicos, mas garantindo a sua não utilização nos casos em que o distanciamento social seja respeitado (como sejam a prática desportiva, os passeios de natureza, frequência de praias e complexos balneares) e em situações especificas, como o caso de crianças até 10 anos, informa em comunicado a Associação de Promoção da Madeira (AP Madeira).

O bem-estar e proteção dos cidadãos e dos turistas que visitam o Arquipélago da Madeira continua a ser a prioridade, desde cedo, do Governo Regional da Madeira, com forte consenso e articulação entre os organismos de turismo e saúde, e o próprio setor do turismo, face à difícil situação pandémica internacional.

A regra agora anunciada de utilização de máscaras em espaços públicos exteriores é acompanhada de uma quantidade de medidas de exceção que visam não comprometer o conforto e usufruto dos espaços ao ar livre pelos turistas e madeirenses, em situações de atividade física e lazer. Assim, estão excecionadas a utilização de máscaras para:

  • crianças até aos 10 anos;
  • pessoas incapacitadas;
  • a prática desportiva;
  • praias, zonas e complexos balneares e acessos ao mar, com exceção das instalações sanitárias onde é obrigatório o uso de máscara;
  • realização de atividade física e/ou lazer que envolva a realização de esforço físico;
  • atividades lúdico-desportivas em espaço florestal e percursos pedestres recomendados.

Torna-se claro que praticamente todas as atividades de lazer, aquelas em que é exigido algum tipo de esforço físico, são tidas como exceções à regra de uso de máscara, desde que se mantenha o distanciamento social. A AP Maderia esclarece no mesmo comunicado que grande parte de atividades de animação turística e de puro lazer como os passeios a pé nas levadas, o estar na praia, na piscina e em complexos balneares, bem como a prática de desportos como a corrida, surf, golf, entre muitos outros são situações em que locais e visitantes poderão continuar a desfrutar do ar livre, como até à data.

Nuno Vale, diretor executivo da AP Madeira afirma que “a segurança continua, inevitavelmente, nos dias de hoje, a estar no topo das preocupações dos cidadãos, mas também dos turistas facto pelo qual é prioritário manter o reduzido número de casos e a verdadeira liberdade de viver e desfrutar as ilhas da Madeira e Porto Santo. Este tem sido um esforço conjunto político e de cidadania exemplar que tem assegurado o excecional controlo da pandemia na Região, mas também permitindo um desfruto turístico da região em segurança”.

No mesmo comunicado, a associação relembra que o eficaz controlo da pandemia no Arquipélago da Madeira é um facto, com o registo de apenas “90 casos antes da reabertura do setor a 1 de julho”, sendo que “hoje temos apenas 106 casos no total, dos quais apenas 9 casos ativos”.

Este foi um dos primeiros destinos europeus a dispor de um Manual de Boas Práticas para lidar com a Covid-19 e um dos únicos mundiais a avançar com a certificação sanitária de todo o destino, a qual se encontra já em processo de auditorias.

Outra das medidas a sublinhar que fazem parte desta política de prevenção foi a implementação do sistema de controlo à chegada às ilhas, com realização de testes gratuitos no aeroporto e gratuitos em clínicas protocoladas no continente. A preocupação em humanizar e tornar agradável a chegada à Madeira e Porto Santo foi desde cedo um empenho da Região, transformando a receção no aeroporto numa primeira boa experiência turística. As reações dos passageiros têm sido muito positivas com este processo de chegada à Região. O bem acolher, parte da cultura deste povo, com uma história de quase dois séculos de atividade turística, continua a ser um dos grandes trunfos da Madeira.

Para a AP Madeira, os “excelentes exemplos de cidadania têm sido incontáveis” e o “sentimento de bem-estar, conforto e de liberdade”, baseados neste esforço conjunto para a segurança, são o “melhor cartão de visita que a Madeira e Porto Santo têm para oferecer aos seus visitantes”.