BTL 2018 “Permite a um destino que foi atingido no coração mostrar o que tem de melhor”

BTL 2018 “Permite a um destino que foi atingido no coração mostrar o que tem de melhor”

O Centro de Portugal viveu um verão difícil devido às elevadas perdas causadas pelos incêndios, no entanto, assume agora um lugar privilegiado como Destino Nacional Convidado, na edição deste ano da Bolsa de Turismo de Lisboa, que decorre de 28 de fevereiro a 04 de março. Em conferência de imprensa realizada esta quarta-feira no Museu da Cerveja, em Lisboa, o Turismo Centro de Portugal (TCP) revelou quais as novidades e iniciativas presentes no evento.

“A primeira nota é um agradecimento à Feira Internacional de Lisboa e à direção da BTL pelo gesto solidário, no sentido em que, esta edição de 2018, permite a um destino que foi atingido no seu coração no ano transato de 2017, mostrar o que tem de melhor e simultaneamente se poder reerguer e repor a normalidade na sua atividade turística”, começou por referir Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal.

Cinco anos depois, o Centro de Portugal volta a ser Destino Convidado, com “aquela que é a maior representação física alguma vez feita pelo TCP na Bolsa de Turismo de Lisboa”, anunciou o responsável. Em 2018 a área do stand terá 702 metros quadrados, mais 54 que no ano anterior.

De acordo com Pedro Machado, uma das principais novidades é que ao contrário das últimas edições, “muito centradas na produção e na afirmação da marca”, em 2018 será “mais centrada nos seus produtos”.

Na mesma sequência de ajudar a região centro a reerguer-se, outra das curiosidades é a participação de dez empresas dos territórios atingidos, “essencialmente de animação turística” e de forma “totalmente gratuita”, mencionou o responsável.

No stand do Centro de Portugal estarão assim representadas 30 empresas e instituições (incluindo as dez afetadas pelos incêndios), além das oito Comunidades Intermunicipais (CIM) – Beira Baixa, Beiras e Serra da Estrela, Médio Tejo, Oeste, Região de Aveiro, Região de Coimbra, Região de Leiria e Viseu Dão Lafões.

Esta vai também ser uma edição mais interativa, onde se vai apelar às sensações dos visitantes. “A terceira novidade tem a ver com a implementação no stand de um conjunto de simuladores artificiais de alguns dos nossos produtos âncora”, divulgou Pedro Machado. O principal destaque vai para os dois simuladores, um de surf e outro de bicicleta, alusivos a duas vertentes turísticas no centro do país: o mar e o turismo de natureza.

Haverá ainda um espaço dedicado aos Lugares do Património Mundial desta área geográfica, como os Mosteiros de Alcobaça e Batalha, o Convento de Cristo e a Universidade de Coimbra, e será dado um particular destaque à apresentação dos Produtos Turísticos Integrados – “um programa de investimento de 8,5 milhões de euros, alavancado pelo Centro 2020”, revelou Pedro Machado.

Momentos de afirmação Institucional

Segundo Pedro Machado, existirão três momentos de afirmação institucional do TCP. “Teremos um momento de cooperação estratégica com a Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) que será assinado na Bolsa de Lisboa”, começou por referir o responsável, acrescentado que se trata de “um protocolo que faz do Centro de Portugal o destino preferido dos Agentes de Viagens de 2018”. Já o foram em 2017, e este ano, será consolidado no primeiro dia da edição, a 28 de fevereiro.

A divulgação do plano de ação da Estratégia de Promoção da Região de Turismo EUROACE, uma cooperação transfronteiriça entre o Centro de Portugal, o Alentejo e a Estremadura Espanhola, é outro dos momentos que Pedro Machado considera determinante. “A ideia de cooperação transfronteiriça, de dois países se juntarem na afirmação de um destino turístico é matéria que nós levamos a sério”, afirmou o responsável do TCP.

Fátima Vila Maior, diretora da BTL, também presente na ocasião, não deixou de realçar como esta cooperação transfronteiriça “é importante para a criação de interesse turístico nos mercados mais longínquos”.

Pedro Machado anunciou ainda a assinatura de um protocolo com o Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP). “Temos hoje uma relação muito privilegiada com o IEFP, que tem nos seus centros, nomeadamente em Coimbra e Miranda do Corvo, cursos de especialização que são particularmente importantes para aquilo que é o trabalho da atividade turística”, disse o responsável. Adiantou ainda que vão realizar “ações concretas para qualificação de ativos” e eventualmente “fazer a reconversão de profissionais que estejam desempregados”.

Diana Silva