Centro de Ciência do Café: Uma viagem que lhe vai despertar os sentidos

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OCentro de Ciência do Café nasceu no final de Março em Campo Maior. Se éapreciador de café, esta é uma viagem, única na Europa, que não vai quererperder. Mais do que ficar a saber mais sobre esta planta e beber a mistura deexcelência da Delta Cafés, pode beber da sabedoria do Comendador Rui Nabeiro, ohomem que há cerca de 50 anos produz o café que desperta a maioria dosportugueses todos os dias. Énovo, mas tem todo o potencial para se tornar num ponto de interesse em plenoAlto Alentejo. Se lá passar, pelo meio da extensão de paisagem verdejante, nãodeixe de visitar o Centro de Ciência do Café, na Herdade das Argamassas, juntoàFábrica da Delta Cafés, em Campo Maior, onde poderá descobrir mais sobre aartede produzir café e fazer uma visita que é apetecível para o paladar,olfacto eaté visão. Contudoé importante deixar a ressalva. O centro não é um museu. Quanto muito é sim umaviagem, pois a partir do momento em que se passam as portas de vidro,acompanha-se toda a produção do café, desde a planta, ao grão, à chávena. Aviagem está dividida então em cinco partes, que exploram desde a plantação docafé, à origem da palavra – as lendas a ele associadas – a história do café, assuas viagens pelo mundo – na época dos descobrimentos e até através decontrabando-, bem como os processos da torra e os hábitos do consumo do café.Tudo de uma forma muito interactiva e lúdica, com recurso às novas tecnologias,incentivando a participação e o envolvimento, de forma a motivar o interessejunto das pessoas das mais variadas áreas e idades. É o caso do café Vision,porexemplo, onde, através da cenografia, somos transportados desde oAlentejo,paraespaços icónicos como o Martinho da Arcada, em Lisboa, ou oMajestic, noPorto,momentos que podem ser registados e depois atépartilhadosnas redessociais comos seus amigos. Hátambém um cantinho dedicado a Fernando Pessoa que agora, além de beber caféjunto à Brasileira, em Lisboa, fá-lo também agora em Campo Maior. Mas é naestufa que a visita começa, tendo os visitantes tempo de passar ainda pelointerior de uma nau portuguesa, pelo espaço de exposições temporárias, e deobservar as várias relíquias lá expostas. Desde as chávenas, latas e moinhosatéà carrinha Ford verde-garrafa, dos anos 50, um tesouro recuperado dostempos emque o Comendador percorria aqueles mesmos campos, um carroutilitário, que erautilizado para levar o café até à casa dos clientes. “Foiaqui estimada e tenhomuito carinho por ela porque foi o primeiro carro e foium sonho do meu pai, quesempre gostou de carros, mas só teve a oportunidadedeter este, que foicomprado para a empresa”, explicou, com um brilho nosolhos.A ligação ao centroé muito pessoal, mas não seja porque este foi umaprenda euma homenagem dosseus filhos, pelos seus 83anos. Outrodos grandes pontos de destaque é o simulador, uma gigante bola de cobre,permiteaos visitantes perceber “na pele” os processos porque passa o grão decafé até àtorra, quando está pronto a ser saboreado. O simulador tem aindaumaparte decontrolo, em que através da regulação da temperatura, tempo erotaçõesporminuto, é possível saber se o grão produzido no momento passarianaselecçãopara ser comercializado. Observe,cheire, prove e tacteie. Além de associado às artes, a produção do café é elaprópria uma arte. Venha descobri-la! & Vejamais fotografias em AmbiturTravelLifestyle.