Centro de Portugal: Cinco aventuras a pé

Centro de Portugal: Cinco aventuras a pé

Estamos quase no Outono e apetece meter uma mochila às costas e ir explorar os campos, os bosques e as montanhas, sentir a brisa morna no cabelo e a palete imensa de cores que capta o nosso olhar.

Esta é a estação na qual os trilhos pedestres ganham outro encanto. E porque queremos que se encantem, fomos procurar cinco percursos particularmente mágicos nesta altura do ano. E pedimos ajuda a especialistas. Nuno e Catarina Santos são um casal da Figueira da Foz que se apaixonou pelas caminhadas na natureza há 11 anos. Passaram a organizar os seus fins-de-semana para fazer trilhos pedestres pelo país. Após incontáveis passos e quilómetros, resolveram ajudar outras pessoas com a mesma paixão. Criaram o blog “Sola Gasta”, onde partilham as suas caminhadas, que já são mais de 400. A partir de 2015 integraram um terceiro elemento nas aventuras. A filha, Maria, passou a acompanhá-los em busca de “sítios incríveis”. Dos muitos que já encontraram, escolheram cinco percursos pedestres na região Centro. Se no final destas linhas vos despertarmos a vontade de sair de casa para os ir conhecer, seremos nós a ficar encantados.

Rota dos Arrozais

Rota dos Arrozais (Maiorca, Figueira da Foz)
Imagina-se a caminhar por um trilho de terra batida que serpenteia no verde imenso de um campo de arroz? Essa é a proposta de Nuno Santos. O caminhante escolheu a “Rota dos Arrozais”, que começa no centro da vila de Maiorca. É um percurso circular (13,4 km) que tem por tema central os campos de arroz do Baixo Mondego.

Caminho do Xisto de Água Formosa (Vila de Rei)
São 27 as aldeias que integram a Aldeias de Xisto e que podem ser visitadas no território da região Centro. Todas elas maravilham o casal de caminhantes. “Cada uma tem a sua beleza particular que nos continua a surpreender sempre que as visitamos”, afirma Nuno.

Trilho da Pateira ao Águeda (Fermentelos, Águeda)
A Pateira de Fermentelos é a maior lagoa natural da Península Ibérica. “Por trilhos ‘frescos’ quase sempre com a água presente no enquadramento e os campos floridos nas suas margens onde podemos observar uma rica avifauna

Trilho da Pateira ao Águeda

típica destas áreas lagunares”, afirma.

Percurso Pedestre das Marinhas de Sal (Fonte da Bica)
No extremo sul do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros há umas salinas muito particulares, a 30 Km do mar. Nuno Santos escolheu o trilho pedestre (circular, 4,3 Km) que as atravessa. “É uma paisagem peculiar que não estamos habituados a ver tão longe do mar e por isso merece uma visita”, afirma.

Caminho Histórico de Sortelha (Aldeia de Sortelha, Sabugal)
“Na Guarda é imprescindível visitar as Aldeias Históricas”, afirma Nuno Santos. Tendo de escolher uma, decidiu-se pela Sortelha, no concelho do Sabugal. “É das mais belas e bem conservadas Aldeias Históricas de Portugal”.

Este artigo foi publicado na edição 323 da Ambitur./ Créditos fotográficos: Sola Gasta