CEO da eDreams ODIGEO falou sobre a individualização e o futuro da inteligência artificial na ITB

CEO da eDreams ODIGEO falou sobre a individualização e o futuro da inteligência artificial na ITB

Categoria Advisor, Associativismo

Os líderes da indústria das viagens reuniram-se na convenção ITB Berlim 2019, a principal feira de viagens do mundo, que recebeu mais de 111.000 visitantes. O CEO da eDreams ODIGEO, Dana Dunne foi entrevistado por Damon Embling, jornalista de World Affairs na Euronews.

A entrevista, que aconteceu na zona principal da ITB, abordou o futuro da individualização no setor das viagens. Dana Dunne explicou que o setor está a afastar-se da clássica abordagem de “a mesma fórmula serve para todos” e a dedicar-se a um modelo completamente personalizado, em que se oferecem aos viajantes os produtos mais adequados a si. Segundo Dunne, “se entrassem nos nossos websites há cinco anos, toda a gente veria os mesmos resultados. Agora, vêem resultados diferentes, personalizados para aquilo que precisam e preferem”.

Dunne também relevou que, em algumas partes do negócio, “as máquinas tomam decisões que os humanos não conseguem tomar. As máquinas examinam os dados e formulam hipóteses de forma autónoma; podem configurar e fazer testes e analisar os resultados sem qualquer intervenção humana” e acrescentou que “estamos no caminho de implementar isto em mais e mais áreas do negócio”. Dunne também explicou que a empresa está focada em encontrar os melhores talentos em todo o mundo para continuar a melhorar as suas competências de machine learning.

O responsável da eDreams ODIGEO salientou que o investimento do Grupo em machine learning “não é apenas para a experiência de reservas, mas também a experiência no pós-reserva. Acreditamos no serviço end-to-end e queremos oferecer uma ótima experiência de viagem, e utilizamos a tecnologia para isso. Esforçamo-nos por ser os melhores”.

Questionado sobre até que ponto as máquinas irão substituir os humanos na experiência de viagem, Dana Dunne destacou que viajar é, em última instância, uma experiência humana com significado para as pessoas: “O motivo pelo qual viajamos são as experiências. As máquinas vão ajudar-nos a conseguir o que queremos de forma mais rápida e fácil, mas viajar é sinónimo de experiência – o relacionamento com diferentes culturas e pessoas. Essa experiência somos nós, é humana. Nada poderá substituir isso”.

Olhando para o futuro, Dunne acrescentou: “A individualização tem-se reforçado. Estamos apenas no princípio, mas prevemos que trará muitas mais experiências personalizadas. E isso significa que vamos poupar tempo, que poderemos investir em outras coisas, como estar com a família e os amigos e, idealmente, viajar”.