Conselheira Ambitur: “Quem vai resistir a toda esta catástrofe serão os empresários que se terão adaptado a esta nova realidade”

Conselheira Ambitur: “Quem vai resistir a toda esta catástrofe serão os empresários que se terão adaptado a esta nova realidade”

Ambitur.pt continua a auscultar os seus Conselheiros Ambitur no sentido de saber como percecionam a evolução do atual contexto e de uma retoma do setor do turismo em Portugal. Mafalda Bravo, Country Manager do Grupo Ávoris para Portugal, deixa-nos as suas ideias sobre os próximos tempos.

A evolução do atual contexto pandémico em Portugal poderá levar a uma previsão da retoma da atividade turística a partir de maio/junho deste ano?
Creio que sim, mas não tanto quanto era expectável, pelo facto da diminuição das vacinas aplicadas na Europa, e a população mais idosa e com mais problemas de saúde estar já vacinada, vai alterar o paradigma das políticas a adotar. O indicador deixa de ser por internamentos e óbitos, tendo que vir a ser definidos novos indicadores para avaliar a liberdade ou limitação de circulação de pessoas.

Será esta uma retoma homogénea na Europa?
Acho que não, cada país está numa fase distinta da pandemia, cada governo tomou as medidas que entendeu, o plano de vacinação a 27 não correu como o previsto. Fala-se no passaporte sanitário, mas também a várias velocidades.

Quais deverão ser os pilares da retoma da atividade turística, assegurados por parte do Governo português e da União Europeia?
Obrigatoriedade de teste para entrada em qualquer país da Europa; assegurar que a pandemia esteja controlada na UE e, ajudar as pessoas a recuperar rendimentos e poder de compra revitalizando as economias.

Com este trabalho feito, os governos podem transmitir às populações que estão em segurança para circular, efetuar viagens de negócio ou de lazer.

Isso está a ser trabalhado, no seu entender?
Infelizmente diria que ainda não chegámos ao nível que todos gostaríamos, nem tenho conhecimento de que haja grande estratégia para o pós pandemia.

Está o tecido empresarial turístico português preparado para uma eventual retoma turística nos próximos meses?
A situação normal é com o país a funcionar, a atual situação é absolutamente excecional.

Penso que quem vai resistir a toda esta catástrofe serão na realidade os empresários que se terão preparado, adaptado a esta nova realidade! Assim estarão preparados e ansiosos para a retoma turística.

Quais serão as suas principais debilidades?
As debilidades no setor do turismo são de A a Z, é só nomear. Os Estados têm governos ao serviço dos cidadãos, mas o cumprimento das medidas avulsas anunciadas por vezes não acontece! Ou acontece tarde demais!

Precisamos que cumpram a tempo e horas com as participações financeiras, e antecipação das medidas devidas.

É muito preocupante estar sem faturação e ter colaboradores e despesas para fazer face.