CTP está satisfeita com o novo ciclo do turismo nacional

CTP está satisfeita com o novo ciclo do turismo nacional

Categoria Advisor, Associativismo

Apesar do ciclo de crescimento a dois dígitos ter terminado, a Confederação do Turismo de Portugal (CTP) está satisfeita com o atual ciclo de crescimento turístico nacional, que “ronda um ponto percentual”. Para Francisco Calheiros, presidente da Confederação, o facto de continuarmos a crescer “é de salutar”, para mais quando se assistiu em 2018 a um quebra do mercado inglês de 7% devido ao Brexit e, este ano, “com a pretensa crise que vai haver na Alemanha, assistimos a uma quebra neste mercado de 5%”.

Qual o impacto para uma empresa se o seu primeiro cliente tiver uma quebra de 7% e o segundo cliente de 5%, questiona o responsável? “Face à resiliência dos empresários turísticos Portugal conseguiu substituir as quedas destes dois mercados pelo aumento de fluxos de outros mercados (EUA, Canadá e Brasil)”, indica Francisco Calheiros. Seguidamente o presidente da CTP lembrou que “somos o 12.º país mais competitivo do mundo na atividade turística, por isso temos que continuar a fazer bem o que temos feito”.

Quanto ao futuro e aos desafios do turismo nacional, Francisco Calheiros remete para um documento que a Confederação entregou ao novo Governo e partidos políticos. Daqui o responsável destacou cinco temas. Um relacionado com as acessibilidades (aeroportos, ferrovia, SEF, entre outros). A segunda questão relacionada com os recursos humanos. A fiscalidade foi a terceira questão considerada, aqui Francisco Calheiros destaca a “fadiga” que existe a este nível nas empresas. As duas questões finais foram relacionadas com a Reforma do Estado e a demografia.

Francisco Calheiros mostrou esperança que o Governo atue em algumas das áreas que a atividade turística necessita, considerando que: “O Governo deve retribuir ao turismo o que este tem feito por Portugal”.

O responsável discursou no encerramento do 45.º Congresso Nacional da APAVT, que teve lugar este fim-de-semana no Funchal.

Pedro Chenrim