Cushman & Wakefield: Setor hoteleiro cada vez mais valorizado como alternativa de investimento imobiliário

Cushman & Wakefield: Setor hoteleiro cada vez mais valorizado como alternativa de investimento imobiliário

A Cushman & Wakefield apresentou esta quinta-feira à imprensa um resumo da atividade do mercado imobiliário nacional em 2018 e as suas perspetivas para 2019.

Sobre o setor hoteleiro e segundo os dados enviados pela consultora, foi aqueleque ganhou mais destaque na atividade de investimento ao ser cada vez mais valorizado pelos grandes players como uma excelente alternativa de investimento imobiliário. Em 2018 consolidou os resultados operacionais, conseguindo assim “estabilizar os crescimentos recorde que vinha a registar desde 2014”.

Ainda no mesmo comunicado pode ler-se que, entre janeiro e outubro “o número de hóspedes cresceu marginalmente face ao igual período de 2017, na ordem dos 1,31%, e as dormidas registaram uma quebra ligeira, de 0,48%”. Ainda assim, “os proveitos da operação mantiveram o percurso positivo dos anos anteriores, verificando-se até outubro um crescimento de 5,91% nos proveitos totais e 4,82% no RevPar (“revenue per available room”)”.

Os bons resultados operacionais da indústria hoteleira continuaram em 2018 a fomentar o investimento no setor. No ano passado abriram em Portugal cerca de meia centena de novos projetos hoteleiros que trouxeram ao mercado “mais de 3 000 unidades de alojamento, maioritariamente em hotéis de 4 e 5 estrelas (com 31% e 30% respetivamente)”. Segundo os dados divulgados à imprensa, a região de Lisboa foi a “mais ativa em termos de novas aberturas”.

No que toca a perspetivas, a Cushman & Wakefield considera que o crescimento da oferta vai continuar nos anos seguintes. “Até 2023 encontram-se já identificados mais de 170 novos projetos, cuja capacidade ultrapassará as 15 mil unidades de alojamento”. Os projetos de “categoria superior, 5 estrelas, continuam a dominar a nova oferta (40%), sendo a Área Metropolitana de Lisboa a que receberá a maior parcela de nova oferta (31%)”.