Deloitte prevê mais 38 hotéis de 4 e 5 estrelas este ano

De acordo com a 12ª edição do Atlas da Hotelaria da Deloitte, Portugal contava no final de 2016 com mais 81 empreendimentos turísticos (total de 1.945) e 3.536 unidades de alojamento face ao ano anterior. O número de dormidas superou os 53 milhões, enquanto as receitas de aposento ultrapassaram os dois mil milhões de euros, com a taxa de ocupação média a superar os 63%. Em 2017, são esperadas 38 novas unidades hoteleiras, maioritariamente de quatro e cinco estrelas.

“O crescimento do setor do turismo, impulsionado também pela procura hoteleira, é verdadeiramente assinalável e tem contribuído para o aumento da oferta nesta área. O ano de 2016 foi único e histórico, em receitas, dormidas mas também singular para o crescimento do número de empreendimentos”, afirma Miguel Eiras Antunes, partner e líder de Tourism, Hospitality & Services da Deloitte.

Para Jorge Marrão, partner e líder de Real Estate da Deloitte, “a evolução e crescimento no setor hoteleiro tem contribuído para a dinamização do mercado imobiliário em Portugal, e as perspetivas de crescimento são muito positivas. Prevê-se um cada vez maior interesse dos investidores internacionais no nosso país, resultado do aumento das taxas de rentabilidade dos ativos imobiliários. O turismo continuará a ser, por isso, estratégico para a nossa economia.”

Segundo o estudo, que analisa os dados do setor hoteleiro em Portugal, o Algarve e o Norte são as regiões que concentram o maior número de empreendimentos turísticos (22% cada), seguidas da Região Centro (21%), Lisboa (15%), Alentejo (8%), Madeira (7%) e Açores (5%). O Algarve lidera também no número de unidades de alojamento, representando 32%, contudo é Lisboa que assume a segunda posição, com 21%.

Os hotéis continuam a ser a tipologia de empreendimentos turísticos mais representativa em Portugal, com 73%. Seguem-se os apartamentos turísticos (10%), os hotéis apartamentos (7%), os hotéis rurais (5%), os aldeamentos turísticos (3%) e as pousadas (2%). Um panorama que se mantém praticamente inalterado face à edição de 2016.

Os empreendimentos turísticos de três e quatro estrelas são os que predominam a nível nacional, representando cada uma destas categorias 33% e 38% do mercado, ou seja, 647 e 731 unidades hoteleiras, respetivamente. Os empreendimentos de duas estrelas ocupam a terceira posição, com 17%, e os de cinco estrelas a quarta posição, com 8%, o que equivale a 331 e 155 unidades hoteleiras nesta categoria, respetivamente.

Taxa de ocupação e receitas por quarto
A Região Autónoma da Madeira e Lisboa são as regiões do país com a maior taxa de ocupação, 77,5% e 72,5% respetivamente. A região de Lisboa apresenta também o preço médio por quarto mais elevado do país (80,65 euros). Todas as regiões viram as suas receitas por quarto disponível (RevPAR) crescer. No entanto, Lisboa volta a destacar-se com uma receita de 59,18 euros, um aumento de 5,58 euros face ao ano passado.

De acordo com o Atlas da Hotelaria 2017, a cidade de Lisboa registou em 2016 uma taxa de ocupação superior a algumas das grandes cidades europeias (76,2%), como Roma, Madrid e Paris, embora ainda se encontre abaixo de Londres, Amesterdão e Barcelona. No entanto, o valor das receitas por quarto disponível (RevPAR), de 69,1 euros no caso de Lisboa e de 42,9 euros no caso do Porto, ficam abaixo da média europeia, que é de 87,9 euros.

A Região Autónoma da Madeira e o Algarve apresentam a estadia média mais elevada, com 5,39 e 4,49 dias. Quando analisado o índice de sazonalidade, os meses de julho, agosto e setembro são os que registam o maior número de dormidas.