O Algarve é o Destino Nacional Convidado da BTL – Better Tourism Lisbon Travel Market 2026. A Ambitur esteve assim à conversa com André Gomes, presidente da Região de Turismo do Algarve, que nos fala sobre a evolução da feira no panorama nacional e internacional. Esta é a terceira parte desta entrevista.
Quantas edições da BTL já teve oportunidade de acompanhar e que evolução destaca no posicionamento da feira ao longo dos anos?
Tenho acompanhado a BTL ao longo de várias edições, tantas que já perdi a conta. A evolução mais evidente é a consolidação da feira como uma plataforma cada vez mais completa, que combina a dimensão de contacto com o público com um reforço claro da componente profissional. Hoje, a BTL tem maior capacidade de gerar networking, promover agendas de negócio e dar visibilidade a conteúdos e áreas temáticas especializadas, mantendo-se como a principal montra do turismo em Portugal.
Na sua opinião, que eixos de desenvolvimento devem ser reforçados para manter a BTL como evento de referência?
Para manter a BTL como evento de referência, é importante reforçar a dimensão internacional, atraindo mais compradores e profissionais qualificados e criando melhores condições para que expositores e parceiros façam contactos com resultados concretos. Ao mesmo tempo, a feira deve continuar a apostar em conteúdos relevantes e em áreas temáticas bem organizadas, que valorizem a experiência de quem visita e de quem participa. Por fim, faz sentido prolongar o impacto da BTL com uma comunicação mais forte antes e depois do evento, para amplificar a visibilidade e os resultados.
A BTL é reconhecida como um ponto forte na venda de pacotes para o estrangeiro. O que falta para que tenha esse mesmo impacto nas vendas de destinos nacionais?
Falta talvez tornar a passagem da inspiração à reserva mais simples e imediata quando falamos de destinos nacionais. Isso pode ser feito com mais ofertas “prontas” para compra no momento, como escapadinhas e experiências com preço e condições claras, e com maior articulação entre destinos, empresas e canais de venda. Também ajudaria reforçar mecanismos de promoção e compra durante e após a feira, para aproveitar o interesse gerado no evento e transformar visitas em reservas.
Há espaço para alargar a presença e a eficácia dos buyers internacionais na BTL? Que caminho pode ser feito nesse sentido?
Sim, há espaço para reforçar essa dimensão, desde que com foco na qualidade e na eficácia dos contactos. O caminho passa por atrair buyers alinhados com os produtos e segmentos que Portugal quer promover, preparar agendas com mais antecedência e criar condições para reuniões mais objetivas e produtivas. E, sobretudo, complementar a presença na feira com mais experiências no terreno, antes ou depois do evento, para que os buyers conheçam melhor os destinos e aumente a probabilidade de gerar negócio.
Inês Gromicho















































