DHM: Hotelaria tem de definir “estratégias de captação e de retenção de clientes domésticos”

DHM: Hotelaria tem de definir “estratégias de captação e de retenção de clientes domésticos”

Categoria Alojamento, Business

Depois de alguns meses de portas fechadas, são já vários os hotéis que começam a reabrir para um “novo” verão. Ambitur.pt está a falar com algumas dessas unidades, que nos contam quais as expectativas que têm para os próximos meses e como está a ser feita esta abertura.

Na DHM já abriram sete unidades hoteleiras desde 1 de junho – Praia Verde Boutique Hotel, Vila Monte Farm House, Douro41 Hotel & Spa, Eden Resort, Laguna Resort, The Crest, Vale da Ribeira Residences. Hoje, dia 1 de julho, é altura de voltarem a abrir portas o Santiago Hotel Cooking & Nature e o Monchique Resort & Spa. “A decisão de reabertura é feita com base na procura que temos vindo a assistir por parte dos clientes”, explica Francisco Moser, managing director da DHM, que acrescenta que cada abertura é alvo de uma “avaliação cuidada e diária”. O responsável adianta ainda que, de uma maneira geral, o público português tem assumido um papel de destaque no interesse e reservas registados, mas que os hotéis também estão já “a registar procura de diversos mercados europeus”, garante.

O gestor não tem dúvidas de que “o ano de 2020, para toda a indústria, é um ano de enormes perdas, que dificilmente serão recuperadas”. No entanto, mantém-se positivo quanto a este verão “dada a procura que temos registado e a necessidade que as pessoas têm mostrado em gozar das suas férias”. Claro que “estamos a ser cautelosos, dado que esta pandemia tem trazido uma grande incerteza quanto ao futuro, o que nos obriga a uma tremenda capacidade de constante adaptação dos nossos planos”, reconhece Francisco Moser. Pelo que, no atual momento, a estratégia é acompanhar a situação e definir estratégias mais a curto prazo.

O managing director da DHM acredita que “um dos maiores desafios que temos, e aquele que terá um maior impacto em toda a indústria, prende-se com a abertura de fronteiras e a recuperação do número de rotas e voos para Portugal”. E recorda que o nosso país tem sido um dos destinos de eleição, com crescimento no número de turistas estrangeiros desde 2009, segundo os dados do INE, o que tem potenciado o desenvolvimento “muito positivo” do turismo em Portugal, sendo “um dos principais motores da economia nacional”. A verdade é que “todo este contexto obriga-nos a repensar os negócios”. Sendo que, nos últimos anos, a opção tem sido trabalhar com públicos internacionais, este momento está a fazer com que a “indústria hoteleira defina estratégias de captação e de retenção de clientes domésticos”.

Medidas de higiene e segurança
A DHM definiu um plano com mais de 300 medidas, que estão a ser implementadas em todos os hotéis que estão a reabrir, e que afetam todas as áreas da operação. Entre as medidas mais visíveis, destaque para:
– Testes semanais de despiste à COVID-19 para todos os colaboradores;
– Utilização do equipamento de proteção individual recomendado pelas autoridades de saúde, por parte de todos os colaboradores;
– Instalação de tapete sanitário à entrada de todas as unidades, para desinfeção das solas dos sapatos;
– Garantia de que os quartos têm um período de 24h entre ocupações;
– Medição da temperatura de todos os hóspedes, no momento do check-in;
– Abolição das taxas de room service, para que os hóspedes possam usufruir das suas refeições confortavelmente nos seus quartos;
– Transferência de Kids Clubs para áreas ao ar livre, assegurando a distância social recomendada pelas autoridades de saúde nacionais;
– Nos restaurantes, todos os menus impressos foram substituídos por menus digitais;
– Os couverts passam a ser servidos individualmente, bem como foram eliminados os pratos de partilha.