Em 10 anos, a easyJet poderá ter aviões movidos a energia

Categoria Business, Transportes

A easyJet planeia introduzir na sua frota aviões elétricos para voos comerciais de curta duração, dentro de uma década. As aeronaves estão a ser produzidas em parceria com a norte-americana Wright Electric, informou esta quarta-feira, dia 27 de setembro, Paul Moore, diretor de comunicação da easyJet, no 3.º Innovation Day promovido pela companhia aérea, realizado num hangar do aeroporto de Gatewick, em Londres.

Em causa estão as metas da transportadora britânica, liderada por Carolyn McCall, que têm por base a progressiva descarbonização da frota e diminuir o ruído dos aparelhos. Estas medidas destinam-se a dar resposta a uma prioridade estratégica da low-cost, desde 2000. E os números confirmam a tendência de descida, estimada em 31%: de 116.2 gramas passaram a 79.98 gramas por passageiros em 2016.

Na ocasião, Jeffrey Engler, co-fundador da Wright Electric, congratulou-se pela parceria, que visa dar passos na construção de uma indústria [de aviação] mais sustentável, reduzindo emissões, ruído e consumo de combustível. “A eletricidade é menos dispendiosa e muito mais estável”, garantiu.  Também o diretor de comunicação da easyJet afirmou estar “inspirado pelo futuro e entusiasmado por fazer parte dele”.

Em 2022, com a entrega dos neo, a easyJet tenciona reduzir as emissões de gases poluentes para 72 gramas, o que significaria uma descida de 10% face ao desempenho atual e de 38% quando comparados a 2000. Estes aparelhos deverão conseguir garantir poupanças de 15% em emissões de CO2 e reduzir o barulho das operações – descolagem e aterragem – em 50%.

Até hoje, a transportadora recebeu dois A320neo e tem 98 encomendados até agosto de 2022. Existem ainda 30 aviões A321neo encomendados, com a primeira entrega a chegar em julho de 2018. Ambos, com capacidade para 180 passageiros, num único corredor, vão aumentar a capacidade de lugares por voos em cerca de 30% face a um A320 e 50% comparado a um A319.

No espaço de dez anos, estes voos terão a capacidade de voar até duas horas, cerca de 480 quilómetros alimentados por baterias, o equivalente à distâncias entre Londres e Paris, por exemplo. Serão incluídas as rotas Londres-Glasgow, Paris-Amsterdão, Madrid, Lisboa, entre outras. Atualmente, estas ligações de curta-distância servem cerca de 20% dos passageiros transportados pela easyJet.

*A Ambitur esteve presente no Innovation Day, em Londres, a convite da easyJet