Estado de Emergência: “É necessário apresentar mais medidas de apoio efetivo a todo o tecido empresarial”

Estado de Emergência: “É necessário apresentar mais medidas de apoio efetivo a todo o tecido empresarial”

Categoria Alojamento, Business

O país está em “Estado de Emergência”, assim como a sua economia. A Ambitur.pt, cumprindo a sua missão, está a ouvir os empresários turísticos de norte a sul e ilhas, no sentido de auscultar quais as necessidades reais que a atividade turística tem, que medidas espera atualmente do Governo, e do que está também disposto a fazer de modo a contribuir para minimizar, neste momento, os impactos diretos da COVID-19.

Para Gonçalo Teixeira, administrador do Grupo Vila Baleira Hotels & Resorts, a atual situação é muito preocupante até porque é “uma crise completamente atípica e nunca antes sentida, que se está a fazer sentir em todas as áreas geográficas e em todos os setores de atividade”. E é precisamente essa amplitude de “contaminação económica” que terá “um grande impacto”, frisa o empresário. Além disso, o responsável alerta para a importância de “percebermos como vão reagir as pessoas individuais, isto é, os consumidores e os empresários, depois desta fase negativa passar”. Isto porque, adianta, “esse comportamento poderá fazer equilibrar ou, pelo contrário, desequilibrar ainda mais a balança económica”.

No que se refere a medidas governamentais, Gonçalo Teixeira considera que o regime do lay-off simplicado é uma regulamentação “tudo menos simplificada”. Ou seja, “é crucial o Governo clarificar, retificar a portaria e, assim, permitir que não se coloque em causa a viabilidade dos negócios”. Deste modo, as empresas poderão honrar os compromissos com colaboradores e fornecedores. “Esta retificação deve ser apresentada com esclarecimentos que não levem a interpretações fraturantes, tal como acontece neste momento e, para além disso, deve ter critérios menos exigentes, quer em termos de adesão, quer em termos do pagamento, isto é, ser a segurança social a pagar logo os 70% do valor”, esclarece o gestor.

E acrescenta ainda que, da parte do Governo, fazia sentido existir uma carência fiscal de, pelo menos, três meses, à semelhança do que já acontece em outros países.

Trata-se, no fundo, de uma capacidade de adaptação a novas circunstâncias que tem de ser realizada pelas empresas e que deve ser acompanhada pelo Governo, salienta Gonçalo Teixeira. O mesmo defende pois que “é necessário apresentar mais medidas de apoio efetivo a todo o tecido empresarial que não se restrinjam a medidas de adiamentos de pagamentos de impostos ou de mais linhas de crédito”.

Inês Gromicho