“Este ano é o ano de vir para o Algarve”

“Este ano é o ano de vir para o Algarve”

Categoria Business, Empresas

O último encontro do ciclo de conferências sobre “Como o Algarve se prepara para o verão”, iniciativa da Rickytravel, reuniu desde a visão das agências de viagens (EC Travel), passando pelos hotéis (Luna e AP) até ao poder local (CM Albufeira). Os responsáveis garantem que “limpeza e higiene sempre existiram” e que todas as medidas foram tomadas para um verão seguro, mais tranquilo e com maior qualidade. 

O CEO da EC Travel, Eliseu Correia, começa por afirmar que “temos um número significativo de unidades que vão estar abertas no mês de junho no Algarve” e que “a maioria já tem o selo Clean & Safe”. A par dos hotéis, também vários restaurantes já estão abertos e contemplam “todas as medidas de higiene e segurança”. Em suma, segundo o responsável, “o Algarve está a dar um sinal muito claro de que está preparadíssimo para receber toda a gente que queira vir para cá”.

Na sua ótica, “sempre tivemos produto no Algarve para todas as carteiras e necessidades” e já “temos várias ofertas em vigor e uma série de promoções” que revelam que “os hoteleiros estão dispostos e conscientes de que vão ter de fazer um sacrifício para atrair mais gente para o Algarve este ano”.  Eliseu Correia acredita que haverá um “equilíbrio natural” e avança o exemplo das praias: “Se é verdade que as lotações das praias podem estar reduzidas também é verdade que vamos ter muito menos gente no Algarve nesta altura.” Um verão com “maior tranquilidade” e que por isso mesmo “este ano é o ano de vir para o Algarve”.

“Segurança também é como se chega ao destino”

Para o responsável, outro ponto essencial são as acessibilidades pois “segurança também é como se chega ao destino”. Eliseu Correia não percebe “porque não temos voos da TAP do Porto para Faro” quando “as pessoas do Norte adoram vir para o Algarve”. Além disso, considera ainda que a transportadora nacional devia “aumentar drasticamente as ligações entre Lisboa e Faro” além dos dois voos que vai realizar e que “sabemos que é manifestamente pouco”. Os comboios também devia ter “outro tipo de incentivos” e isentar as portagens na A22 pelo menos aos turistas e durante o verão. O CEO da EC Travel propõe ainda “a dedução dos custos de férias realizadas no país do IRS”.

“Em toda a história da hotelaria, a limpeza e a higiene sempre existiram”

  • Luna Hotels & Resorts

Na perspetiva de Sónia Coixão, diretora comercial do Luna Hotels & Resorts, “o produto é reconhecido e a marca [Algarve] está cá” apenas “tivemos rapidamente de nos adaptar para passar uma mensagem clara a quem nos visita de que o pode fazer com toda a confiança e com a nossa responsabilidade e a de si próprio”. Além de que “em toda a história da hotelaria, a limpeza e a higiene sempre existiram”.

A crise sanitária da Covid-19 veio “redobrar aquilo que já fazíamos a posteriori” e Selo “Clean & Safe”, do Turismo de Portugal” é a “nossa responsabilidade de que vamos garantir e assegurar que as medidas recomendadas estão a ser cumpridas”, adianta.

Já a preparar a reabertura das suas unidades, a 1 de junho, a Luna Hotels & Resorts contratou uma empresa especializada no setor de nebulizações preventivas, em caso de viroses, decidindo que “todas as nossas unidades seriam nebulizadas antes das reaberturas” e recebeu o certificado “Dark Code”, revela a responsável. Também se vão realizar “desinfeções frequentes em todas as áreas de superfície” e quartos.

O Grupo terá um sistema à entrada dos hotéis, antes da chegada à receção para check in, para “monitorizar a temperatura do cliente”, que sempre que saia ou entre no hotel pode repetir o procedimento, assim como dispensadores de álcool. Foi criado, adicionalmente, um circuito de check in e out para que os clientes não se cruzem — será futuramente disponibilizado o check-in online – e a receção dotada de acrílico.

Todos os colaboradores foram testados, receberam formação, e utilizam equipamento de proteção individual (com maior rotatividade de fardas). O cliente recebe um saco que poderá utilizar para colocar logo a roupa que utilizou para viajar, e lavar em casa ou recorrer à lavandaria do hotel.

  • AP Hotels & Resorts

Outro grupo hoteleiro, com cinco unidades entre Tavira e Portimão, que prepara a reabertura para 1 de junho é a AP Hotels & Resorts. O seu diretor comercial, Lino Martins, assegura que “a qualidade da hotelaria no Algarve vai estar completamente presente” e que este verão será “em segurança e fácil para os clientes”.

Segundo a AHP, o mercado nacional representa 30% das estadias do Algarve durante o verão e o responsável entende que “vamos ter muito menos chegadas este ano a Faro do que o normal” e, por isso, muitos menos turistas internacionais. As taxas de ocupação deverão situar-se entre os 50%-70% mesmo nos meses altos, comenta. Ainda assim, é preciso deixar tudo a postos para aqueles que visitam o Algarve.

A AP Hotels & Resorts vai então optar por medir a temperatura dos clientes à entrada das unidades e colocar tapetes nos lobbys para “higienizar logo o calçado”. Haverá um circuito de entradas e saídas com “corredores específicos” para o cruzamento de clientes e check-in e out online. A receção terá acrílico e os colaboradores, já testados, o equipamento necessário além de ser atribuído um kit com máscara, luvas, etc. a cada cliente. O diretor comercial acrescenta o “reforço brutal de limpeza as áreas públicas com especial ênfase na receção através de ‘brigadas’ a higienizar constantemente as superfícies”.

Lino Martins dá conta que outra “área que vai merecer da nossa parte uma atenção redobrada” é a restauração, com a limitação da capacidade dos restaurantes, a aposta nas uni doses, toalhas individuais de uso único e talheres em saquetas individuais acompanhados por uma “pinça” a utilizar no buffet.

“Um destino não vive sem animação turística”, comenta, e “em algumas das nossas unidades é um fator chave e crítico para o sucesso da unidade em si”. O Adriana Beach Club Hotel Resort, por exemplo, tem um teatro que só será ocupado a 50% e uma das alternativas será a “animação no exterior”. O responsável defende que “a animação existe e em segurança”.