“Estou confiante que tenhamos, em 2016, a correção daquilo que foi o corte feito em 2015” nas entidades regionais de turismo

“Estou confiante que tenhamos, em 2016, a correção daquilo que foi o corte feito em 2015” nas entidades regionais de turismo

O presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro, Pedro Machado, afirmou ao Ambitur.pt, “estar confiante” no futuro, após a entrada em funções do novo governo de Portugal, liderado por António Costa. “Estamos confiantes, o ano turístico tem sido um ano que tem vindo a apresentar bons resultados e o atual primeiro ministro é um homem que conhece muito bem a realidade das agências regionais de turismo e entidades regionais de turismo”.
Para Pedro Machado é importante lembrar que “António Costa foi, durante muitos anos, o representante da Câmara Municipal de Lisboa na gestão da Associação de Turismo de Lisboa e, portanto, por esta via, ele conhece bem o setor, sabe o esforço que fazemos, tem consciência seguramente da qualidade do trabalho que é executado, quer pelas agências regionais, quer pelas entidades, e por isso, estou confiante que tenhamos a capacidade de podermos ter, em 2016, um ajustamento, eu diria quase, a correção daquilo que foi o corte feito em 2015 e que essa reposição venha de alguma forma também justificar o bom momento que o turismo atravessa e o contributo que dá à economia no país”.

Corte de 6,5% no orçamento das entidades regionais para 2015 “trouxe problemas à estrutura”

Sobre o corte de 6,5% no orçamento das entidades regionais, comunicado no passado dia 22 de outubro, Pedro Machado afirma que se trata de “uma má noticia fora de tempo porque nós (entidades regionais) já tínhamos compromissos assumidos para este exercício e, obviamente, que não vamos poder cumpri-los. “Traz problemas à estrutura, ao financiamento mas também à promoção, porque a cortar no final do ano, não vamos despedir pessoas, não vamos deixar de pagar salários, vamos ter que cortar nos aspectos que são a missão e o objetivo das entidades regionais”.

O responsável lembra que “este corte de 6,5% não é um corte isolado, está em cima de um corte de 13% que no final de 2014 esteve subjacente à diminuição da receita do orçamento para as entidades regionais que passou dos 20 milhões de euros para os 17, 3 milhões de euros, ou seja, estamos a falar de um global acumulado na ordem dos 20% de corte real da verba da receita das entidades regionais”.
Região Centro deverá fechar 2015 com mais de 4,5 milhões de dormidas

Segundo Pedro Machado, a região Centro está, em 2015, “a acompanhar aquilo que é a tendência do mercado nacional”, ou seja, “acima dos 10%”. “Esses 10% aumenta a taxa de ocupação média , aumenta o rendimento dos quartos, o que significa que o mercado interno voltou a consumir aquilo que era o nosso principal produto, aumenta porque o mercado espanhol regressa à região centro e o mercado brasileiro consolida a tendência de crescimento. Isto vai-nos apontar, seguramente, se em 2014 fechamos o ano nas 4,2/3 devemos estar acima dos 4,5/6 milhões de dormidas em 2015”, concluiu.

Raquel Pedrosa Loureiro