Eurostat: Dormidas em Alojamento local com quebra de quase 50% em 2020 na UE

Eurostat: Dormidas em Alojamento local com quebra de quase 50% em 2020 na UE

Em 2020, os hóspedes passaram cerca de 272 milhões de noites em alojamento local na UE com reservas através da Airbnb, Booking, Expedia ou TripAdvisor, representando uma queda de cerca de 47% face a 2019, o ano antes da pandemia, divulgam os dados do Eurostat.

Embora as dormidas tenham aumentado ligeiramente em janeiro e fevereiro de 2020, relativamente a 2019, o início dos confinamentos de Covid-10 em março de 2020 parou as viagens turísticas em abril e maio (-93,2% em abril e -85,6% em maio, face a abril e maio de 2020). Depois de muitos países terem aliviado as restrições no verão, o número de dormidas recuperou, embora ainda muito abaixo dos níveis de 2019 (-38,3% em julho e -25,8% em agosto). Contudo, diz o Eurostat, a chegada da segunda vaga da pandemia no outono/inverno 2020 conduziu a outro forte impacto sobre as reservas para o final do ano (-71,8% em novembro).

O mercado de alojamento local foi fortemente atingido por toda a Europa, com países como Espanha (-58,1%) e Itália (-60,2%) a serem mais afetados do que França (-25%) ou Alemanha (-20,6%). Oito países (República Checa, Grécia, Itália, Chipre, Hungria, Malta, Eslovénia e Islândia) registaram descidas superiores a 60%.

Os dados regionais revelam que os destinos tradicionais de verão no Mar Mediterrâneo, bem como as grandes cidades, foram mais afetados do que a média europeia. Grandes destinos turísticos urbanos como Roma (-78%), Barcelona (-75,6%) ou Praga (-73,5%) perderam cerca de três quartos das dormidas em 2020.

A quebra nas dormidas por origem de hóspedes indica que o turismo doméstico apenas caiu moderadamente (-6,7%), enquanto que o turismo intermacional diminuiu em mais de dois terços. Países como Espanha, Itália e Croácia, que nos últimos anos tiveram percentagens elevadas de hóspedes internacionais (67,7%, 74,1% e 95,4%, respetivamente), foram muito mais atingidos do que, por exemplo, a França ou Alemanha, onde a percentagem de hóspedes internacionais era muito inferior (42,7% e 36,9%). Nestes países, algumas regiões registaram mesmo um crescimento do número de dormidas.