#Formação: Esta é a “oportunidade de reinventar” o ensino em Portugal

#Formação: Esta é a “oportunidade de reinventar” o ensino em Portugal

Categoria Advisor, Formação

O ensino digital tem sido uma aposta do Instituto Superior de Administação e Gestão (ISAG) há já alguns anos e nunca fez tanto sentido como em período de isolamento provocado pela pandemia do surto de Covid-19. A diretora do ISAG, Elvira Pacheco Vieira, considera em conversa com a Ambitur.pt que chegou o momento de reinventar o ensino e de, através da formação, colmatar falhas no setor do Turismo.

O setor da Educação atravessa um panorama “sem precedentes” que obrigou a uma “rápida e incontornável adaptação”, começa por refletir a diretora do ISAG, num cenário “desafiante” tanto para as instituições de ensino, como para professores e alunos.

Elvira Vieira atenta que o distanciamento social é, até ao momento, a “única arma que temos disponível para combater a pandemia” pelo que era inevitável que as escolas fechassem e que as “salas de aula dessem lugar a encontros mais distantes” em plataformas online. Assim, para a professora, este não pode ser visto como um “cenário negativo” na medida em que constitui uma “oportunidade de reinvenção” para o futuro do ensino em Portugal.

Oportunidade de reinventar o ensino
Segundo a diretora do ISAG, ainda “há um caminho a percorrer” pois “sentimos que há uma necessidade de adaptação às ferramentas disponíveis” por parte dos professores para o ensino à distância. De acordo com a própria, “uma aula online é muito mais exigente do que uma aula presencial” implicando conteúdos mais “interativos e dinâmicos”, que fomentem a autonomia dos alunos.

Elvira Vieira defende que “há um elemento indispensável em qualquer cenário que venha a ser discutido para o Ensino”: o professor, que terá de ser mais proativo na forma de ensinar, criativo e disponível para cumprir os calendários letivos. A responsável alerta que “a tecnologia deve servir o professor e não o contrário”. Em suma, a interação humana continua a ser “fundamental” no processo de aprendizagem pelo que “o caminho passará por combinar o ensino presencial com o ensino à distância”.

No ISAG, a “vertente online tem vindo a ser trabalhada há cerca de trê anos”, refere a diretora, com a integração de atividades online nas unidades curriculares, o que permitiu até à data que “os nossos mais de 1.000 alunos pudessem ter uma rápida e simples adaptação ao ensino à distância”, explica Elvira Vieira.

As vantagens do ensino à distância
O ensino à distância deve, por isso, continuar e são “inúmeras as vantagens e benefícios que podemos recolher desta acelerada adaptação às novas tecnologias”, como acontece noutros setores de atividade, afirma a responsável.

No Ensino Superior, por exemplo, ingressam cada vez mais estudantes a dar os “primeiros passos no mercado de trabalho” ou que “privilegiam experiências internacionais” e o ensino b-learning permite maior flexibilidade de horários. Elvira Vieira acrescenta a “melhor conciliação entre vida académica e pessoal, evitando tempo e custos das deslocações diárias e libertando tempo para se dedicarem a outros projetos complementares, tão importantes e relevantes para os futuros recrutadores”.

O momento de colmatar falhas no setor
Para a diretora do ISAG, o contexto atual é o “ideal para o aperfeiçoamento e aquisição de novas competências” para os quadros da atividade turística, sendo que as próprias empresas devem promover ações de formação contínua aos seus colaboradores. O isolamento deve ser encarado como uma oportunidade de trabalharmos o nosso “marketing pessoal” através de cursos online como aqueles disponibilizados pelo ISAG de Línguas, Soft Skills, Inovação, Empreendedorismo, Comunicação Empresarial ou Digital.

A formação especializada dos profissionais do setor “é uma necessidade em qualquer contexto” e só através dela é que estaremos aptos para as “as mudanças que a economia global vai enfrentar pós-pandemia”, argumenta Elvira Vieira. Nos últimos anos muito se falou em “overtourism”, na falta de profissionais e da “ausência do planeamento estratégico setor e dos diferentes serviços que o suportam”, adianta, pelo que “este pode ser o momento de colmatar essas falhas”.

Rita Inácio