Franchising de hotéis de categoria superior deverá aumentar 50% em cinco anos

Franchising de hotéis de categoria superior deverá aumentar 50% em cinco anos

O estudo é da consultora imobiliária CBRE, e diz que mais de 50% dos novos hotéis de 4 estrelas serão operados sob o modelo de franchising nos próximos cinco anos, em vez dos tradicionais contratos de gestão com operadores. Esta alteração resulta da vontade dos proprietários manterem o controlo operacional, maximizar o retorno do investimento e dos operadores optarem por uma estratégia de crescimento sem aquisição de ativos.

A maioria dos mercados-chave europeus hoteleiros está a assistir a um crescimento sólido nas receitas e rentabilidade e os investidores oportunísticos parecem ter confiança num crescimento contínuo de desempenho e na sua capacidade de o converter em maiores retornos sobre o investimento. Como resultado existe uma maior procura por ativos livres de encargos em comparação com os que estão sujeitos a acordos de gestão menos flexíveis. Em consequência, aumentou a pressão nas yields por ativos sem os tradicionais contratos de gestão sendo que o diferencial entre os dois modelos de negócio alcançou 75pb em alguns mercados europeus.

De acordo com Eduardo Abreu, partner da neoturis, empresa participada pela CBRE,  “também em Portugal se assiste a uma maior representatividade da oferta hoteleira sob regime de franchise. Inicialmente concentrada em unidades de 2 e 3 estrelas, mas a evoluir para as unidades de categoria superior. As competências de gestão hoteleira existentes em Portugal permitem, através do franchise, melhorar o posicionamento (ao nível de preço e ocupação) de unidades e grupos de menor dimensão, sem comprometer o controlo operacional dos hotéis.”

Owen Pritchard, Responsável pelo departamento de Development da CBRE na região EMEA (Europa, Médio Oriente e África) refere: “vamos continuar a observar as empresas hoteleiras a oferecer serviços de franchising de hotéis de 4 estelas, assim como reforçar este modelo para as suas marcas mais económicas. Utilizando a Hilton como exemplo, podemos observar que os franchisings na Europa, durante os últimos dois anos, representaram perto de 57% do total de aberturas, enquanto o pipeline (em finais de Maio de 2015) mostra que este valor subiu para 61% no que diz respeito ao total de aberturas planeadas (em número de quartos).

“A predominância de estratégias asset light por parte das maiores marcas hoteleiras, combinada com a pressão para o aumento da distribuição de portfólio, está a aumentar a utilização do modelo defranchising. Existe também uma crescente preferência por parte dos proprietários para reter o controlo operacional, assim como o aumento de entidades gestoras capazes de assegurar a gestão operacional sob diversas marcas”, acrescenta.