Num setor turístico global cada vez mais competitivo e exposto a desafios ambientais e sociais complexos, a diferenciação deixou de depender apenas do destino. Depende da intenção. Do propósito. Da forma como se viaja e do impacto que essa viagem gera nos territórios e nas pessoas.

É neste contexto que a Fundação Inatel afirma o seu operador turístico — Inatel Turismo — como uma estrutura com identidade própria, onde cultura, natureza, inclusão e sustentabilidade não são tendências recentes, mas parte integrante do seu ADN institucional.
À frente desta visão está Anabela Correia, Diretora de Turismo da Fundação Inatel desde 2009. Licenciada em Gestão de Empresas Turísticas, mestre em Marketing Management pelo ISEG e com formação executiva em Competitividade e Estratégia na Harvard Business School, acumula mais de 20 anos de experiência no setor, tendo passado por agências de viagens, eventos e marketing turístico. Representa ainda a Fundação Inatel junto da ISTO – Organização Internacional de Turismo Social.
Para a responsável, o posicionamento do operador é claro: “A Inatel não vende apenas destinos. Criamos experiências com identidade, onde as pessoas e os territórios estão no centro da viagem.”
Segundo Anabela Correia, a estratégia da Fundação assenta numa lógica de coerência entre missão histórica e exigências contemporâneas: “A sustentabilidade para nós não é uma camada adicional. É estrutural. Está na forma como escolhemos os destinos, como desenhamos os programas e como trabalhamos com as comunidades locais.”
Um operador com ADN sustentável
A marca Inatel Turismo encontra-se registada no Turismo de Portugal e afirma-se como especialista em turismo cultural e de natureza, nacional e internacional.
Reconhecida pela UNESCO como ONG para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, membro afiliado da Organização Mundial do Turismo (UN Tourism) e da Organização Internacional de Turismo Social (ISTO), a Fundação reforça o seu compromisso com um turismo inclusivo e sustentável.
O recente reconhecimento como Travelife Partner consolidou esse percurso, com a criação de um plano de ação detalhado que integra metas e mecanismos de controlo no plano anual da direção.
Anabela Correia explica que “criámos um plano de ação estruturado, com objetivos mensuráveis. Não basta afirmar compromisso com a Agenda 2030; é necessário traduzir esse compromisso em decisões operacionais concretas.”
Proximidade como fator distintivo
Com 25 delegações distribuídas pelo país — que funcionam igualmente como agências de viagens — a Inatel mantém um modelo de proximidade raro num mercado progressivamente digitalizado.
Em 2026, a rede será alargada a novas agências, reforçando a capilaridade comercial.
Para Anabela Correia, esta presença territorial é estratégica: “A proximidade permite-nos conhecer melhor os nossos clientes, compreender expectativas e acompanhar cada viagem com um nível de personalização que vai além do atendimento transacional.”
Quatro pilares estratégicos
A estratégia da Fundação Inatel estrutura-se em quatro eixos fundamentais: Consciencialização, Responsabilidade, Colaboração e Conexão.
Esta abordagem traduz-se em práticas concretas: seleção criteriosa de destinos menos massificados, visitas técnicas regulares, contratação de fornecedores locais e apoio a festividades tradicionais.
“Procuramos responder aos desafios que municípios e parceiros locais nos lançam. A nossa programação nasce muitas vezes desse diálogo”, refere a diretora de Turismo.
Portugal com novos olhos
A oferta nacional organiza-se por experiências temáticas. Programas como o Roteiro Literário Agustina – “A História é uma Ficção Controlada” ou o circuito Alentejo Cantado refletem a valorização do património imaterial.
“Temos orgulho em desenhar programas que não se encontram nos circuitos convencionais. Queremos que o viajante compreenda o território, não apenas que o visite”, aponta a responsável.
Na vertente natureza, propostas como Caminhar no Sistelo ou o Cruzeiro no Alqueva promovem destinos do interior e experiências ativas. “O interior de Portugal tem uma riqueza extraordinária. A nossa responsabilidade é contribuir para a sua valorização e para a redistribuição dos fluxos turísticos”, garante Anabela Correia.
Férias, lazer e bem-estar
O programa Origens – Férias em Família traduz a dimensão intergeracional da oferta Inatel. “Queremos que as famílias partilhem experiências que combinem aprendizagem, convívio e contacto com a natureza”, aponta a diretora.
A operação regular para o Porto Santo mantém-se como uma das mais procuradas, aliando acessibilidade e qualidade.
Os programas de termalismo e SPA reforçam a dimensão saúde e bem-estar.
Mundo Inatel: coerência além-fronteiras
No plano internacional, a lógica mantém-se: acompanhamento especializado, inclusão de taxas e passeios, assistente exclusivo Inatel nos cruzeiros .
Circuitos como Rota pelos 5 Santuários Marianos, Corfu – A Ilha Turquesa, Uzbequistão – Na Rota da Seda ou Japão Fascinante são desenhados com forte componente cultural.
“Mesmo nas grandes viagens intercontinentais, mantemos o nosso compromisso com a autenticidade, a contextualização cultural e a segurança do cliente”, explica Anabela Correia.
Uma visão integrada
A trajetória de Anabela Correia — que inclui também experiência académica como professora convidada e na Academia Inatel — reflete-se numa abordagem estratégica e pedagógica do turismo: “Viajar deve ser uma experiência transformadora. Se não houver aprendizagem, contacto humano e respeito pelo território, estamos apenas a deslocar pessoas, não a criar valor.”
Num mundo onde o turismo enfrenta exigências crescentes de responsabilidade ambiental e social, a Fundação INATEL reafirma uma visão clara: viajar é descobrir, mas também preservar; é conhecer, mas também respeitar.
Este texto foi publicado na edição 357 da Ambitur.



























































