GlobalData: low-costs vão liderar recuperação pós-Covid

by Inês Gromicho | 22 Fevereiro 2021 15:54

O modelo de companhias aéreas low-cost vai liderar a recuperação pós-Covid e ajudará a revitalizar a procura. Medidas de redução de custos frugais e capacidade de resposta operacional farão com que estas transportadoras absorvam rapidamente a procura reprimida e aproveitem quaisquer oportunidades antes de outros modelos de companhias aéreas, segundo revela a GlobalData.

A pandemia Covid-19 amplificou as preocupações dos consumidores em torno das finanças pessoais. O mais recente inquérito de Recuperação Covid-19 da GlobalData revelou que, globalmente, 87% dos inquiridos estavam “extremamente”, “bastante” ou “ligeiramente” preocupados acerca da sua posição financeira individual.

Gus Gardner, analista da GlobalData, afirma que “as low-cost também reduziram custos. Embora todas as companhias aéreas tenham drasticamente reduzido custos para enfrentar a tempestade criada pela Covid-19, é evidente que as low-cost conseguiram diminuir ainda mais bases que já eram muito reduzidas. Estas transportadoras podem agora operar rotas financeiramente positivas com um load factor mais baixo do que antes, o que é incrivelmente importante com os atuais níveis baixos da procura. As low-cost foram as primeiras a captar qualquer procura reprimida no mercado e fizeram-no com sucesso. A Wizz Air respondeu depressa adicionando capacidade do Reino Unido para as Ilhas Canárias quando foi adicionada à lista do corredor de viagens. O abrandamento das regras de viagens por toda a Europa no verão, e o rápido aumento da capacidade das low-cost responderem aos elevados níveis da procura reprimida, revelaram que as low-cost permaneceram ágeis e flexíveis durante a pandemia”.

As low-cost mostraram um elevado grau de resiliência e flexibilidade de planear a rede e a distribuição dos aparelhos. Os acordos de sale and leaseback alcançados pela easyJet deram à companhia um elevado grau de flexibilidade da frota responder às mudanças na procura ao longo dos próximos anos. Isto coloca-as numa posição muito mais forte do que as companhias regulares que retiraram aviões às suas frotas.

Gardner conclui que “as tarifas reduzidas oferecidas pelas low-cost terão melhor em conta a necessidade crescente de viabilidade. Medidas de redução de custos vão permitir que as low-cost levem os preços dos bilhetes a novos mínimos se for necessário e ainda consigam o break-even, deixando as outras companhias em risco de voar sem lucro se escolherem competir. Estas companhias provavelmente vão ganhar mais quota de mercado como resultado da pandemia. Com as viagens de lazer a deverm retomar primeiro e as redes de pequena distância, ponto-a-ponto das low-cost vão adequar-se melhor aos viajantes prudentes da pandemia que procuram viagens mais perto de casa”.

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