Governo quer aumentar 3,5% as dormidas de estrangeiros na hotelaria

Governo quer aumentar 3,5% as dormidas de estrangeiros na hotelaria

A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) recebeu ontem a secretária de Estado do Turismo, no seu primeiro Almoço de Associados do ano. Rita Marques avançou que o Governo estima alcançar cerca de 27 milhões de hóspedes e 18,1 mil milhões de euros de receitas turísticas no conjunto de 2019 e que um dos principais objetivos, para 2020, é crescer 3,5% nas dormidas do estrangeiros na hotelaria portuguesa, além da redução da sazonalidade.

A governante falava acerca de um “novo capítulo no turismo”, com muitas ambições e desafios, onde “temos falta de mão-de-obra” e “teremos que importar”, revela. A ideia é agilizar o pedido de vistos e a mobilidade de alunos provenientes, em grande parte, do Brasil e dos “países-irmãos” da CPLP para fazer face ao crescimento de um setor tão importante para a economia portuguesa: um em cada cinco euros de receita gerada é fruto do turismo, avança.

O destino Portugal atrai, cada vez mais, mercados emissões de longa-distância — Brasil, China, EUA e Canadá –, pelo que importa “reforçar as rotas aéreas” mas mantendo a sua “sustentabilidade”. Outros mercados que a secretária de Estado do Turismo espera conquistar são a Índia, o Japão e a Coreia do Sul e, através de uma “atuação seletiva” também a Austrália e alguns países do Sudeste Asiático. Novos produtos turísticos, previamente identificados e agora estruturados, são o enoturismo, o LGBTQIA+ com a campanha “Proudly Portugal“, o turismo literário e o turismo desportivo.

AHP prevê a abertura de 51 hóteis e 9 remodelações

Durante o encontro, Cristina Siza Vieira, presidente executiva da AHP, tomou a palavra para dar conta dos cálculos da associação hoteleira para o novo ano. A responsável revelou que a AHP tinha previsto para 2019 a abertura de 65 novas unidades hoteleiras e 15 remodelações. Terminado o ano, a Hotelaria portuguesa registou apenas 24 aberturas (algumas foram adiadas) e 12 reaberturas após remodelações. Já para este ano, a estimativa aponta para 51 novos hotéis – sobretudo em Lisboa e no Porto – assim como nove remodelações, refletindo-se um “abrandamento no registo de intenções”.

Rita Inácio