Grupo Air France-KLM regista prejuízo operacional de 1,5 mil milhões de euros no segundo trimestre de 2020

by Redação Ambitur | 31 Julho 2020 12:23

O Grupo Air France-KLM acaba de anunciar em comunicado os resultados do segundo trimestre de 2020, dando nota de que a crise provocada pela Covid-19 teve um impacto severo nos resultados. Em reunião de Conselho de Administração, foram apresentadas as demonstrações financeiras e a revisão de aceleração do plano de transformação do Grupo.

Segundo trimestre de 2020:

De acordo com  CEO do grupo, Benjamin Smith, “os resultados do segundo trimestre demonstram o impacto sem precedentes da crise Covid-19 sobre a atividade do Grupo Air France-KLM e de todas as companhias aéreas em todo o mundo. O Grupo registou um prejuízo operacional de 1,5 mil milhões de euros no trimestre, com atividades praticamente paradas em abril. As medidas de redução de custo e preservação de liquidez rapidamente implementadas permitiram reduzir as perdas operacionais”.

O responsável salientou também que “o apoio excepcional dos governos francês e holandês forneceu à Air France-KLM a liquidez necessária para enfrentar a crise e garantir uma recuperação gradual dos negócios. No entanto, as incertezas ligadas à situação de saúde, à abertura de fronteiras e à situação económica geral são muito fortes. Também devemos de nos adaptar a importantes mudanças no comportamento dos clientes. Esse contexto impulsiona-nos a acelerar a transformação para melhorar nosso desempenho económico e ambiental de acordo com os principais pilares do nosso plano estratégico. Estou confiante na nossa capacidade de implementar esses projetos com nossas equipas, a fim de emergir dessa crise excepcional”.

Na reunião de Conselho de Administração ficou decidido que Grupo vai reduzir ainda mais o plano de investimentos para 2020 em -0,3 mil milhões de euros adicionais para 2,1 mil milhões de euros, representando uma redução de -1,5 mil milhões de euros em comparação com a orientação inicial para 2020 de 3,6 mil milhões de euros. O Grupo prevê um EBITDA significativamente negativo no segundo semestre de 2020.

KLM suprime até 5.000 postos de trabalho até final de 2021

A companhia aérea holandesa KLM confirmou hoje, segundo a agência Lusa, que tenciona cortar até 5.000 postos de trabalho até 2021 para “se adaptar à nova realidade” deixada pela crise “sem precedentes” em que foi mergulhada pela pandemia. A companhia holandesa explica que a redução do pessoal será feita de diferentes formas, incluindo a não renovação de contratos temporários (1.500 postos de trabalho) e um esquema que promove a saída voluntária da empresa (que espera cerca de 2.000 empregados), além de 500 aposentações que não serão substituídas.

O despedimento direto ameaça os empregos de aproximadamente 1.500 trabalhadores, incluindo 500 empregos entre o pessoal de terra, 300 entre o pessoal de cabine, 300 pilotos e cerca de 500 empregos na subsidiária holandesa do grupo Air France-KLM.

“A KLM encontra-se numa crise de magnitude sem precedentes. Desde o início da covid-19, já foram tomadas numerosas medidas para lidar com a situação atual. A perspetiva é que o caminho para a recuperação será longo e cheio de incertezas. Isto significa que a estrutura e tamanho da KLM terão de ser radicalmente alterados nos próximos anos”, explica a transportadora no comunicado.

A companhia sublinha que a perspetiva da aviação é “incerta”, porque vários países estão a reintroduzir as restrições de viagem, fazendo com que os “clientes tenham relutância em reservar” voos. Isto amplia a previsão de recuperação inclusivamente até 2024, o que dependerá do “desenvolvimento do vírus, da recuperação da economia e do comportamento dos clientes”.

A KLM reconhece que o pacote de ajuda de 3,4 mil milhões de euros do Governo holandês, sob a forma de empréstimos diretos e garantias de empréstimos bancários, permitirá à empresa enfrentar a crise durante “o próximo período”. Mas para “garantir a sobrevivência a longo prazo” da KLM, a empresa assegura que “deve adaptar-se à nova realidade”, o que significa reduzir a mão-de-obra total dos atuais 33.000 trabalhadores para cerca de 28.000.

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