Grupo Sana já assinou contrato de concessão do Quartel da Graça

Grupo Sana já assinou contrato de concessão do Quartel da Graça

Categoria Alojamento, Business

O Quartel da Graça vai dar lugar a uma unidade de cinco estrelas. No âmbito do Programa Revive, o Grupo Sana assinou esta terça-feira o contrato de concessão do projeto. Num investimento de 30 milhões de euros a unidade de luxo vai oferecer 177 quartos e mais de 150 lugares de estacionamento. Coube ao arquiteto e responsável do projeto, Frederico Valsassina revelar alguns dos detalhes do futuro empreendimento.  

Classificado como Monumento Nacional desde 1910, o Quartel da Graça está localizado numa das sete colinas da capital portuguesa, com vista privilegiada sobre a cidade. “Esta é a terceira ocupação” do espaço, sendo que a primeira foi “um convento, depois um quartel e agora um hotel”, refere, evidenciado ser um “edifício do século XIII com muita história”. De acordo com o arquiteto, o espaço recuperado vai “manter toda a sua história” e com isso “dar vida aos claustros” que na altura foram “áreas de convívio”. Além de ser integrado num hotel, Frederico Valsassina, destaca que será um “equipamento” para a zona da Graça. “Será um edifício de excelência que vai criar um intercâmbio cultural entre os vários visitantes” contribuindo para a “dinamização cada vez maior desta zona da cidade”, reforça o responsável. 

Um projeto simbólico para Lisboa

Por seu turno, o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina destacou ser um “motivo de grande satisfação” evidenciando que a assinatura deste contrato “marca uma nova fase e uma nova vida” para Lisboa. O Quartel da Graça é um “projeto simbólico” para a cidade e para a zona, acreditando ser esta a melhor utilização para o espaço. “Não houve outras alternativas que pudessem viabilizar a recuperação do património com esta importância e com esta dimensão, envolvendo um grande custo de financiamento”, reforça o autarca. O Grupo Sana é para Medina uma “referência” no investimento hoteleiro na cidade, “não só do ponto de vista quantitativo, mas sim qualitativo”, notando a “procura crescente que tem existido em cada hotel”.

Cristiana Macedo